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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

DILMA IRÁ EM MARÇO PARA O CHILE

Dilma Rousseff e Michelle Bachelet, que visitou Brasília em dezembro de 2011 como diretora executiva da ONU Mulheres (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)Dilma Rousseff e Michelle Bachelet, que visitou
Brasília em dezembro de 2011 como diretora
da ONU Mulheres (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
A presidente Dilma Rousseff telefonou na tarde desta segunda-feira (16) para Michelle Bachelet, eleita presidente do Chile no último domingo (15). Dilma confirmou a ida à posse, marcada para 11 de março de 2014.  Segundo a assessoria, a ligação foi feita às 15h15 e durou cerca de cinco minutos.
De acordo com o Blog do Planalto, Dilma ligou para parabenizar pelo "ótimo desempenho nas eleições presidenciais chilenas". Também segundo o blog, Dilma teria dito esperar que "Brasil e Chile possam trabalhar juntos por uma América do Sul cada vez mais forte".
Aos 62 anos, Michelle Bachelet foi eleita neste domingo (15), em segundo turno, para mais um mandato à frente do governo chileno. Ela obteve 62,2% dos votos – maior votação recebida por um candidato à presidência desde que o Chile retomou as eleições democráticas, em 1989.

Bachelet governou o Chile entre 2006 e 2010, mas não conseguiu eleger sucessor nas últimas eleições presidenciais. À época, Sebastián Piñera – atual presidente do Chile – venceu Eduardo Frei.
Mais cedo, Dilma já havia cumprimentado a colega chilena por meio de sua conta pessoal noTwitter.
"Em nome do povo brasileiro, congratulo-me com os chilenos por mais uma eleição democrática. Estou certa que o meu governo e o de Michelle Bachelet irão aprofundar ainda mais as relações entre nossos países #BrasilChile", escreveu a presidente.
Também no Twitter, Dilma defendeu "integração" entre os países da América do Sul e afirmou que Brasil e Chile têm "muito a cooperar". "#BrasilChile tê muito a cooperar e a construir juntos. Temos uma compreensão clara do papel da integração da América do Sul", publicou Dilma em seu perfil no microblog.

Nas eleições chilenas, Bachelet obteve 46,7% dos votos no primeiro turno, e a candidata da direita Evelyn Matthei alcançou 25,01% da preferência do eleitorado.

Além de Dilma e Bachelet, outra mulher a governar um país na América do Sul é Cristina Kirchner, presidente da Argentina.
Agradecimentos
Após a confirmação da vitória, Bachelet se dirigiu a uma multidão de pessoas que se reuniu em frente a um hotel de Santiago, capital do Chile, e agradeceu pela vitória.

"Obrigado por fazer com que esta cidadã, igual a vocês, seja hoje uma presidente tão afortunada", disse Bachelet. "Agora o Chile olhou para si mesmo e decidiu que é momento de iniciar transformações profundas. A vitória desta jornada (...) é um sonho coletivo que triunfa", acrescentou.

Ela disse ainda às pessoas que estavam em frente ao hotel que "agora é o momento" de o Chile "combater" a "desigualdade" e "voltar a crer" em si.

"Estão aí as condições econômicas, sociais e políticas, agora é o momento, Chile, finalmente agora é o momento (...) Temos a força cidadã, temos a vontade e a unidade (...) é tempo de combater a desigualdade juntos, é tempo de voltar a crer em nós mesmos", afirmou.
Candidata à presidência do Chile, Michelle Bachelet mostra seu voto durante a eleição neste domingo (15) em Santiago. (Foto: Maglio Perez/Reuters)Michelle Bachelet ao votar neste domingo (15)
em Santiago, capital do Chile.
(Foto: Maglio Perez/Reuters)
Repercussão
A presidente argentina, Cristina Kirchner, e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, também cumprimentaram Michelle Bachelet pela vitória nas eleições presidenciais do Chile.

Pelo microblog Twitter, o embaixador argentino em Santiago, Ginés González García, confirmou o diálogo entre Cristina e Bachelet. "Cordialíssima comunicação por telefone de Bachelet com nossa presidente. A primeira chefe de estado a fazê-lo", disse o diplomata.

Maduro informou em pronunciamento pela televisão que havia entrado em contato com Bachelet. "Eu estive conversando com a presidente Bachelet há alguns minutos. (...) Conversamos sobre o fortalecimento da Unasul, da Celac, e lhe transmiti a felicitação de todo o povo da Venezuela por sua vitória", disse Maduro.

Passados próximos
Michlle Bachelet e Evelyn Matthei têm um passado em comum. Elas são filhas de generais da Força Aérea que eram amigos próximos e, quando crianças, brincavam juntas. O golpe de Estado que instalou a ditadura de Augusto Pinochet, em 1973, foi um marco para as vidas de ambas.

O general Alberto Bachelet foi preso no mesmo dia da instalação do regime militar, tendo sido torturado até a morte devido à sua lealdade ao governo deposto de Salvador Allende. Fernando Matthei, no entanto, se aliou à junta militar.

DILMA PARABENIZA MICHELE

Presidente Dilma Rousseff 'saúda' no Twitter eleição de Michelle Bachelet, como presidente do Chile (Foto: Reprodução)Dilma saudou no Twitter a eleição de Michelle Bachelet para a presidência do Chile (Foto: Reprodução)
A presidente Dilma Rousseff usou nesta segunda-feira (16) seu perfil no microblog Twitter para parabenizar a vitória de Michelle Bachelet na disputa pela presidência do Chile. A chefe de Estado brasileira enfatizou na rede social que a futura presidente do país sul-americano é uma "amiga e parceira" do Brasil.
"Em nome do povo brasileiro, congratulo-me com os chilenos por mais uma eleição democrática. Estou certa que o meu governo e o de Michelle Bachelet irão aprofundar ainda mais as relações entre nossos países #BrasilChile", escreveu a presidente.
Também no Twitter, Dilma defendeu "integração" entre os países da América do Sul e afirmou que Brasil e Chile têm "muito a cooperar". "#BrasilChile tê muito a cooperar e a construir juntos. Temos uma compreensão clara do papel da integração da América do Sul", publicou Dilma em seu perfil no microblog.
Aos 62 anos, Michelle Bachelet foi eleita neste domingo (15), em segundo turno, para mais um mandato à frente do governo chileno. Ela obteve 62,2% dos votos – maior votação recebida por um candidato à presidência desde que o Chile retomou as eleições democráticas, em 1989.

Bachelet governou o Chile entre 2006 e 2010, mas não conseguiu eleger sucessor nas últimas eleições presidenciais. À época, Sebastián Piñera – atual presidente do Chile – venceu Eduardo Frei.

No primeiro turno, Bachelet obteve 46,7% dos votos e a candidata da direita Evelyn Matthei alcançou 25,01% da preferência do eleitorado.

Além de Dilma e Bachelet, outra mulher a governar um país na América do Sul é Cristina Kirchner, presidente da Argentina.
Agradecimentos
Após a confirmação da vitória, Bachelet se dirigiu a uma multidão de pessoas que se reuniu em frente a um hotel de Santiago, capital do Chile, e agradeceu pela vitória.

"Obrigado por fazer com que esta cidadã, igual a vocês, seja hoje uma presidente tão afortunada", disse Bachelet. "Agora o Chile olhou para si mesmo e decidiu que é momento de iniciar transformações profundas. A vitória desta jornada (...) é um sonho coletivo que triunfa", acrescentou.

Ela disse ainda às pessoas que estavam em frente ao hotel que "agora é o momento" de o Chile "combater" a "desigualdade" e "voltar a crer" em si.

"Estão aí as condições econômicas, sociais e políticas, agora é o momento, Chile, finalmente agora é o momento (...) Temos a força cidadã, temos a vontade e a unidade (...) é tempo de combater a desigualdade juntos, é tempo de voltar a crer em nós mesmos", afirmou.
Candidata à presidência do Chile, Michelle Bachelet mostra seu voto durante a eleição neste domingo (15) em Santiago. (Foto: Maglio Perez/Reuters)Michelle Bachelet ao votar neste domingo (15)
em Santiago, capital do Chile.
(Foto: Maglio Perez/Reuters)
Repercussão
A presidente argentina, Cristina Kirchner, e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, também cumprimentaram Michelle Bachelet pela vitória nas eleições presidenciais do Chile.

Pelo microblog Twitter, o embaixador argentino em Santiago, Ginés González García, confirmou o diálogo entre Cristina e Bachelet. "Cordialíssima comunicação por telefone de Bachelet com nossa presidente. A primeira chefe de estado a fazê-lo", disse o diplomata.

Maduro informou em pronunciamento pela televisão que havia entrado em contato com Bachelet. "Eu estive conversando com a presidente Bachelet há alguns minutos. (...) Conversamos sobre o fortalecimento da Unasul, da Celac, e lhe transmiti a felicitação de todo o povo da Venezuela por sua vitória", disse Maduro.

Passados próximos
Michlle Bachelet e Evelyn Matthei têm um passado em comum. Elas são filhas de generais da Força Aérea que eram amigos próximos e, quando crianças, brincavam juntas. O golpe de Estado que instalou a ditadura de Augusto Pinochet, em 1973, foi um marco para as vidas de ambas.

O general Alberto Bachelet foi preso no mesmo dia da instalação do regime militar, tendo sido torturado até a morte devido à sua lealdade ao governo deposto de Salvador Allende. Fernando Matthei, no entanto, se aliou à junta militar.

RELAÇÃO MUDARÁ NA AMERICA DO SUL

O Chile, sob a administração da sua próxima presidente, a política de centro-esquerda Michelle Bachelet, deve dar menos prioridade às relações com os governos mais conservadores da América Latina e se aproximar mais do Brasil e de outros países mais à esquerda na região.
A ex-presidente Bachelet vai reassumir o poder em março, substituindo o atual presidente chileno, Sebastián Piñera, de centro-direita, depois de ter vencido a candidata governista, Evelyn Matthei, nas eleições deste domingo.
Chile não deve fazer mudanças radicais sob Bachelet. O país terá que lidar com os desdobramentos da decisão, prevista para 2014, da Corte Internacional de Justiça em Haia sobre uma disputa marítima com o vizinho Peru.
No entanto, não há indicação de que o país sairá da Aliança do Pacífico, um bloco comercial estimulado por Piñera, que também inclui México, Colômbia e Peru, países mais orientados para a economia de mercado.
A preocupação do lado de Bachelet é que o Chile construiu esses laços em detrimento das relações com governos mais à esquerda, especialmente o peso-pesado regional Brasil e a vizinha Argentina.
Isso é algo que Bachelet quer resolver.
"Valorizamos os esforços para a integração da Aliança do Pacífico, mas vamos assegurar que a nossa participação no bloco não vá de encontro a outros projetos de integração na região", diz o manifesto de campanha de Bachelet.
"O Chile diminuiu a sua presença na região, e as relações com os seus vizinhos são problemáticas. Uma visão comercial foi imposta sobre nossos laços na América Latina."
Bachelet tem semelhanças com a presidente Dilma Rousseff. As duas iniciaram na política como opositoras de ditaduras repressivas.
As duas deram uma guinada para o centro quando no poder, e o principal desafio dos governos dos dois países é lidar com as exigências de uma classe média crescente, em meio a economias baseadas em commodities e que crescem em ritmo lento.
Em mensagem no Twitter nesta segunda, em que parabenizou a presidente eleita, Dilma indicou que a mudança no governo vai ampliar as relações entre os dois países.
"Estou certa que o meu governo e o de Michelle Bachelet irão aprofundar ainda mais as relações entre nossos países. Brasil e Chile têm muito a cooperar e a construir juntos. Temos uma compreensão clara do papel da integração da América do Sul", disse.
Bachelet quer evitar divisões na América do Sul, disse Michael Shifter, chefe do Inter-American Dialogue, um centro de análises.
"Acho que podermos esperar uma tentativa de Bachelet de aprofundar a relação com o Brasil de Dilma e certamente evitar a sensação de que o Chile está num campo, e o Brasil está em outro campo", afirmou.
Os comentários do analistas estão afinados com uma reunião que ex-presidentes tiveram em Santiago no mês passado, quando o ex-mandatário brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-líder do Chile Ricardo Lagos fizeram um chamado para uma integração mais profunda.
Segundo Lagos, é importante evitar um sentimento de que a América do Sul está dividida em duas, com os países mais à esquerda banhados pelo Atlântico, como Brasil, Argentina e Venezuela, num campo, e países mais orientados para o mercado e banhados pelo Pacífico, como Chile, Peru e Colômbia, no outro.
Ele comparou tal divisão ao Tratado de Tordesilhas, que séculos atrás dividiu terras entre Portugal e Espanha.
"Acho que é muito importante que quando falamos de um entendimento com o Pacífico que a voz do Brasil esteja lá", declarou Lagos. Como presidente, ele nomeou Bachelet ministra, abrindo o caminho para ela ganhar as eleições e governar entre 2006 e 2010.
Bachelet também vai querer melhorar as atualmente frias relações com os governos mais esquerdistas de Argentina e Bolívia, dizem os analistas.
No entanto, tais movimentos podem não ter consistência, segundo o professor de ciência política Peter Siavelis.
"Talvez, de forma cosmética, ela terá relações mais amigáveis com governos de esquerda da América Latina, mas sem interferir no central da política externa chilena, que é promoção comercial", disse.
O Chile também está em discussão com outros países do Pacífico para criar a Parceria Transpacífica, um pacto comercial. Um acordo final ainda não foi alcançado.
Em janeiro próximo, o Chile também entra por um período de dois anos no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
No entanto, o maior desafio do país em política externa no próximo governo serão as relações com o vizinho do norte, o Peru.
A decisão de Haia sobre a disputa entre Peru e Chile sobre fronteira marítima deve sair em janeiro. Os dois países se comprometeram a respeitar o resultado da Corte Internacional de Justiça, mas deve afetar as relações bilaterais, especialmente se houver insatisfação popular.
"Lidar com isso vai ser um teste para a liderança dos dois países", disse Shifter. "É algo complicado para a relação biltareal, e certamente não vai ajudar a Aliança do Pacífico."

3 MULHERES PRESIDENTES NA AMERICA DO SUL

Michelle Bachelet celebra sua vitória na noite deste domingo (15) (Foto: AP)Michelle Bachelet celebra sua vitória na noite deste domingo (15) (Foto: AP)
A presidente argentina, Cristina Kirchner, e presidente da VenezuelaNicolás Maduro, cumprimentaram Michelle Bachelet pela vitória nas eleições presidenciais do Chile, informou a agência EFE.
 Bachelet venceu as eleições neste domingo (15) e voltará à presidência do país no ano que vem. Ela teve 62,2% dos votos, a maior votação de um candidato à presidência desde que o país retornou às eleições democráticas, em 1989.
Pelo Twitter., o embaixador argentino em Santiago, Ginés González García, confirmou o diálogo entre Cristina e Bachelet. "Cordialíssima comunicação por telefone de Bachelet com nossa presidente. A primeira chefe de estado a fazê-lo", disse o diplomata.
Maduro informou ele mesmo em pronunciamento pela televisão que havia entrado em contato com Bachelet. "Eu estive conversando com a presidente Bachelet há alguns minutos", disse Maduro, assinalando que ambos lembraram o falecido ex-presidente venezuelano Hugo Chávez.
Maduro falou que transmitiu a Bachelet "todo o carinho e respeito que lhe tinha o comandante Chávez". "Também lembrei quando eu a conheci em uma oportunidade em que como deputado estive no Chile e ela era pré-candidata, a vez anterior, há oito anos", disse, reforrçando as "boas relações" entre seus países.
"Conversamos sobre o fortalecimento da Unasul, da Celac, e lhe transmiti a felicitação de todo o povo da Venezuela por sua vitória", disse Maduro.
"A América do Sul está de festa porque temos outra mulher como presidente, três na América do Sul, as três muito valentes, muito trabalhadoras e isso vem a fortalecer todas estas correntes de renovação, de mudança social", acrescentou Maduro em referência à brasileira Dilma Rousseff e à argentina Cristina Kirchner.

ELEIÇÃO NO CHILE: MICHELE BACHELET VENCER

Michelle Bachelet, de 62 anos, venceu as eleições presidenciais do Chile neste domingo (15) e voltará à presidência do país no ano que vem. Representante da coligação de oposição Nova Maioria, ela teve 62,2% dos votos, a maior votação recebida por um candidato à presidência desde que o Chile retornou às eleições democráticas, em 1989.
Com a vitória, Bachelet se torna a primeira presidente eleita pela segunda vez em mais de 60 anos no país – após ter sido a primeira mulher presidente do Chile, entre 2006 e 2010. As eleições tiveram cerca de 5,6 milhões de votos, com menos de 50% dos eleitores comparecendo às urnas, segundo o serviço eleitoral chileno.
Apoiadora de Bachelet segura cartaz parabenizando pela vitória no segundo turno das eleições. (Foto: Martin Bernetti/AFP)Apoiadora de Bachelet segura cartaz parabenizando-a pela vitória no segundo turno das eleições (Foto: Martin Bernetti/AFP)
Em conversa telefônica com o atual presidente do país, Sebastián Piñera, Bachelet disse que, a partir de março, será a "presidente de todos os chilenos".
"Obrigada por fazerem com que essa cidadã igual a vocês seja hoje presidente", afirmou em discurso público após o anúncio do resultado.
A candidata governista Evelyn Matthei, que ficou com 37,8% dos votos, reconheceu a derrota quando havia cerca de 70% das urnas apuradas, segundo a imprensa local. "Está claro, ela ganhou e a parabenizo", disse Evelyn, que em seguida visitou Bachelet para cumprimentá-la.
A candidata governista Evelyn Matthei reconhece a vitória de Bachelet à presidência do Chile. (Foto: Hector Retamal/AFP)A candidata governista Evelyn Matthei reconhece a
vitória de Bachelet à presidência do Chile
(Foto: Hector Retamal/AFP)
A eleição de Bachelet marca o retorno da esquerda à presidência do Chile, após quatro anos do governo de centro-direita de Sebastián Piñera, aliado de Matthei. A líder socialista encontra um país diferente do que assumiu em 2006, à frente da Concertação, coalizão de esquerda que governou o Chile por duas décadas.
As eleições presidenciais do país foram encerradas às 18h locais (19h em Brasília), com os centros de votação fechados e os votos começando a ser apurados.
No primeiro turno, Bachelet teve 46,7% dos votos e a direitista Evelyn Matthei alcançou 25,01% da preferência do eleitorado.
Baixa adesão
O segundo turno das eleições presidenciais no Chile foi marcado por baixa adesão – a ponto de os mesários terem sido fotografados lendo jornal e até dormindo – e por incidentes como falta de cédulas em uma mesa de votação e uma chamada de atenção ao atual presidente por ter fechado mal sua cédula.
Piñera precisou voltar à cabine de votação, a pedido dos mesários, para dobrar e fechar corretamente sua cédula. Segundo a agência EFE, depois, o governante saiu sem levar embora a própria carteira de identidade, o que provocou vários comentários nas redes sociais.
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Mesários leem jornal enquanto esperam por eleitores no 2º turno das eleições do Chile, considerado com baixa adesão. (Foto: Eliseo Fernandez/Reuters)Mesários leem jornal enquanto esperam por eleitores no segundo turno das eleições do Chile, considerado de baixa adesão (Foto: Eliseo Fernandez/Reuters)
Sites de notícias e redes sociais chilenos mostram fotos de mesários dormindo no 2º turno das eleições. (Foto: Reprodução/La Tercera)Sites de notícias e redes sociais chilenos mostram
fotos de mesários dormindo no segundo turno das
eleições do país (Foto: Reprodução/La Tercera)
Além dos funcionários que descansaram nas mesas, houve um grupo que decidiu fechar o local de votação na hora do almoço. De acordo com a agência EFE, na cidade de Puerto Montt, cerca de mil quilômetros ao sul de Santiago, uma mesa foi fechada durante uma hora para a refeição, o que é proibido pela lesgislação eleitoral.
Na Ilha Robinson Crusoé, localizada no arquipélago Juan Fernández, no Pacífico, os mesários não encontraram as cédulas de votação, disse a impresa local. No momento de abrir a caixa para instalar a mesa, eles se deram conta de que não havia o material básico para a realização do processo eleitoral.
Por conta da ausência de cédulas, dois eleitores tiveram que voltar para casa, segundo a EFE. As 350 cédulas que nunca chegaram à ilha foram repostas por outras, emprestadas de outra ilha.