A presidente Dilma Rousseff telefonou na tarde desta segunda-feira (16) para Michelle Bachelet, eleita presidente do Chile no último domingo (15). Dilma confirmou a ida à posse, marcada para 11 de março de 2014. Segundo a assessoria, a ligação foi feita às 15h15 e durou cerca de cinco minutos.
De acordo com o Blog do Planalto, Dilma ligou para parabenizar pelo "ótimo desempenho nas eleições presidenciais chilenas". Também segundo o blog, Dilma teria dito esperar que "Brasil e Chile possam trabalhar juntos por uma América do Sul cada vez mais forte".
Aos 62 anos, Michelle Bachelet foi eleita neste domingo (15), em segundo turno, para mais um mandato à frente do governo chileno. Ela obteve 62,2% dos votos – maior votação recebida por um candidato à presidência desde que o Chile retomou as eleições democráticas, em 1989.
Bachelet governou o Chile entre 2006 e 2010, mas não conseguiu eleger sucessor nas últimas eleições presidenciais. À época, Sebastián Piñera – atual presidente do Chile – venceu Eduardo Frei.
Bachelet governou o Chile entre 2006 e 2010, mas não conseguiu eleger sucessor nas últimas eleições presidenciais. À época, Sebastián Piñera – atual presidente do Chile – venceu Eduardo Frei.
Mais cedo, Dilma já havia cumprimentado a colega chilena por meio de sua conta pessoal noTwitter.
"Em nome do povo brasileiro, congratulo-me com os chilenos por mais uma eleição democrática. Estou certa que o meu governo e o de Michelle Bachelet irão aprofundar ainda mais as relações entre nossos países #BrasilChile", escreveu a presidente.
Também no Twitter, Dilma defendeu "integração" entre os países da América do Sul e afirmou que Brasil e Chile têm "muito a cooperar". "#BrasilChile tê muito a cooperar e a construir juntos. Temos uma compreensão clara do papel da integração da América do Sul", publicou Dilma em seu perfil no microblog.
Nas eleições chilenas, Bachelet obteve 46,7% dos votos no primeiro turno, e a candidata da direita Evelyn Matthei alcançou 25,01% da preferência do eleitorado.
Além de Dilma e Bachelet, outra mulher a governar um país na América do Sul é Cristina Kirchner, presidente da Argentina.
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Agradecimentos
Após a confirmação da vitória, Bachelet se dirigiu a uma multidão de pessoas que se reuniu em frente a um hotel de Santiago, capital do Chile, e agradeceu pela vitória.
"Obrigado por fazer com que esta cidadã, igual a vocês, seja hoje uma presidente tão afortunada", disse Bachelet. "Agora o Chile olhou para si mesmo e decidiu que é momento de iniciar transformações profundas. A vitória desta jornada (...) é um sonho coletivo que triunfa", acrescentou.
Ela disse ainda às pessoas que estavam em frente ao hotel que "agora é o momento" de o Chile "combater" a "desigualdade" e "voltar a crer" em si.
"Estão aí as condições econômicas, sociais e políticas, agora é o momento, Chile, finalmente agora é o momento (...) Temos a força cidadã, temos a vontade e a unidade (...) é tempo de combater a desigualdade juntos, é tempo de voltar a crer em nós mesmos", afirmou.
Após a confirmação da vitória, Bachelet se dirigiu a uma multidão de pessoas que se reuniu em frente a um hotel de Santiago, capital do Chile, e agradeceu pela vitória.
"Obrigado por fazer com que esta cidadã, igual a vocês, seja hoje uma presidente tão afortunada", disse Bachelet. "Agora o Chile olhou para si mesmo e decidiu que é momento de iniciar transformações profundas. A vitória desta jornada (...) é um sonho coletivo que triunfa", acrescentou.
Ela disse ainda às pessoas que estavam em frente ao hotel que "agora é o momento" de o Chile "combater" a "desigualdade" e "voltar a crer" em si.
"Estão aí as condições econômicas, sociais e políticas, agora é o momento, Chile, finalmente agora é o momento (...) Temos a força cidadã, temos a vontade e a unidade (...) é tempo de combater a desigualdade juntos, é tempo de voltar a crer em nós mesmos", afirmou.
Repercussão
A presidente argentina, Cristina Kirchner, e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, também cumprimentaram Michelle Bachelet pela vitória nas eleições presidenciais do Chile.
Pelo microblog Twitter, o embaixador argentino em Santiago, Ginés González García, confirmou o diálogo entre Cristina e Bachelet. "Cordialíssima comunicação por telefone de Bachelet com nossa presidente. A primeira chefe de estado a fazê-lo", disse o diplomata.
Maduro informou em pronunciamento pela televisão que havia entrado em contato com Bachelet. "Eu estive conversando com a presidente Bachelet há alguns minutos. (...) Conversamos sobre o fortalecimento da Unasul, da Celac, e lhe transmiti a felicitação de todo o povo da Venezuela por sua vitória", disse Maduro.
Passados próximos
Michlle Bachelet e Evelyn Matthei têm um passado em comum. Elas são filhas de generais da Força Aérea que eram amigos próximos e, quando crianças, brincavam juntas. O golpe de Estado que instalou a ditadura de Augusto Pinochet, em 1973, foi um marco para as vidas de ambas.
O general Alberto Bachelet foi preso no mesmo dia da instalação do regime militar, tendo sido torturado até a morte devido à sua lealdade ao governo deposto de Salvador Allende. Fernando Matthei, no entanto, se aliou à junta militar.
A presidente argentina, Cristina Kirchner, e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, também cumprimentaram Michelle Bachelet pela vitória nas eleições presidenciais do Chile.
Pelo microblog Twitter, o embaixador argentino em Santiago, Ginés González García, confirmou o diálogo entre Cristina e Bachelet. "Cordialíssima comunicação por telefone de Bachelet com nossa presidente. A primeira chefe de estado a fazê-lo", disse o diplomata.
Maduro informou em pronunciamento pela televisão que havia entrado em contato com Bachelet. "Eu estive conversando com a presidente Bachelet há alguns minutos. (...) Conversamos sobre o fortalecimento da Unasul, da Celac, e lhe transmiti a felicitação de todo o povo da Venezuela por sua vitória", disse Maduro.
Passados próximos
Michlle Bachelet e Evelyn Matthei têm um passado em comum. Elas são filhas de generais da Força Aérea que eram amigos próximos e, quando crianças, brincavam juntas. O golpe de Estado que instalou a ditadura de Augusto Pinochet, em 1973, foi um marco para as vidas de ambas.
O general Alberto Bachelet foi preso no mesmo dia da instalação do regime militar, tendo sido torturado até a morte devido à sua lealdade ao governo deposto de Salvador Allende. Fernando Matthei, no entanto, se aliou à junta militar.