A presidente Dilma Rousseff usou nesta segunda-feira (16) seu perfil no microblog Twitter para parabenizar a vitória de Michelle Bachelet na disputa pela presidência do Chile. A chefe de Estado brasileira enfatizou na rede social que a futura presidente do país sul-americano é uma "amiga e parceira" do Brasil.
"Em nome do povo brasileiro, congratulo-me com os chilenos por mais uma eleição democrática. Estou certa que o meu governo e o de Michelle Bachelet irão aprofundar ainda mais as relações entre nossos países #BrasilChile", escreveu a presidente.
Também no Twitter, Dilma defendeu "integração" entre os países da América do Sul e afirmou que Brasil e Chile têm "muito a cooperar". "#BrasilChile tê muito a cooperar e a construir juntos. Temos uma compreensão clara do papel da integração da América do Sul", publicou Dilma em seu perfil no microblog.
Aos 62 anos, Michelle Bachelet foi eleita neste domingo (15), em segundo turno, para mais um mandato à frente do governo chileno. Ela obteve 62,2% dos votos – maior votação recebida por um candidato à presidência desde que o Chile retomou as eleições democráticas, em 1989.
Bachelet governou o Chile entre 2006 e 2010, mas não conseguiu eleger sucessor nas últimas eleições presidenciais. À época, Sebastián Piñera – atual presidente do Chile – venceu Eduardo Frei.
No primeiro turno, Bachelet obteve 46,7% dos votos e a candidata da direita Evelyn Matthei alcançou 25,01% da preferência do eleitorado.
Além de Dilma e Bachelet, outra mulher a governar um país na América do Sul é Cristina Kirchner, presidente da Argentina.
Bachelet governou o Chile entre 2006 e 2010, mas não conseguiu eleger sucessor nas últimas eleições presidenciais. À época, Sebastián Piñera – atual presidente do Chile – venceu Eduardo Frei.
No primeiro turno, Bachelet obteve 46,7% dos votos e a candidata da direita Evelyn Matthei alcançou 25,01% da preferência do eleitorado.
Além de Dilma e Bachelet, outra mulher a governar um país na América do Sul é Cristina Kirchner, presidente da Argentina.
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Agradecimentos
Após a confirmação da vitória, Bachelet se dirigiu a uma multidão de pessoas que se reuniu em frente a um hotel de Santiago, capital do Chile, e agradeceu pela vitória.
"Obrigado por fazer com que esta cidadã, igual a vocês, seja hoje uma presidente tão afortunada", disse Bachelet. "Agora o Chile olhou para si mesmo e decidiu que é momento de iniciar transformações profundas. A vitória desta jornada (...) é um sonho coletivo que triunfa", acrescentou.
Ela disse ainda às pessoas que estavam em frente ao hotel que "agora é o momento" de o Chile "combater" a "desigualdade" e "voltar a crer" em si.
"Estão aí as condições econômicas, sociais e políticas, agora é o momento, Chile, finalmente agora é o momento (...) Temos a força cidadã, temos a vontade e a unidade (...) é tempo de combater a desigualdade juntos, é tempo de voltar a crer em nós mesmos", afirmou.
Após a confirmação da vitória, Bachelet se dirigiu a uma multidão de pessoas que se reuniu em frente a um hotel de Santiago, capital do Chile, e agradeceu pela vitória.
"Obrigado por fazer com que esta cidadã, igual a vocês, seja hoje uma presidente tão afortunada", disse Bachelet. "Agora o Chile olhou para si mesmo e decidiu que é momento de iniciar transformações profundas. A vitória desta jornada (...) é um sonho coletivo que triunfa", acrescentou.
Ela disse ainda às pessoas que estavam em frente ao hotel que "agora é o momento" de o Chile "combater" a "desigualdade" e "voltar a crer" em si.
"Estão aí as condições econômicas, sociais e políticas, agora é o momento, Chile, finalmente agora é o momento (...) Temos a força cidadã, temos a vontade e a unidade (...) é tempo de combater a desigualdade juntos, é tempo de voltar a crer em nós mesmos", afirmou.
Repercussão
A presidente argentina, Cristina Kirchner, e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, também cumprimentaram Michelle Bachelet pela vitória nas eleições presidenciais do Chile.
Pelo microblog Twitter, o embaixador argentino em Santiago, Ginés González García, confirmou o diálogo entre Cristina e Bachelet. "Cordialíssima comunicação por telefone de Bachelet com nossa presidente. A primeira chefe de estado a fazê-lo", disse o diplomata.
Maduro informou em pronunciamento pela televisão que havia entrado em contato com Bachelet. "Eu estive conversando com a presidente Bachelet há alguns minutos. (...) Conversamos sobre o fortalecimento da Unasul, da Celac, e lhe transmiti a felicitação de todo o povo da Venezuela por sua vitória", disse Maduro.
Passados próximos
Michlle Bachelet e Evelyn Matthei têm um passado em comum. Elas são filhas de generais da Força Aérea que eram amigos próximos e, quando crianças, brincavam juntas. O golpe de Estado que instalou a ditadura de Augusto Pinochet, em 1973, foi um marco para as vidas de ambas.
O general Alberto Bachelet foi preso no mesmo dia da instalação do regime militar, tendo sido torturado até a morte devido à sua lealdade ao governo deposto de Salvador Allende. Fernando Matthei, no entanto, se aliou à junta militar.
A presidente argentina, Cristina Kirchner, e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, também cumprimentaram Michelle Bachelet pela vitória nas eleições presidenciais do Chile.
Pelo microblog Twitter, o embaixador argentino em Santiago, Ginés González García, confirmou o diálogo entre Cristina e Bachelet. "Cordialíssima comunicação por telefone de Bachelet com nossa presidente. A primeira chefe de estado a fazê-lo", disse o diplomata.
Maduro informou em pronunciamento pela televisão que havia entrado em contato com Bachelet. "Eu estive conversando com a presidente Bachelet há alguns minutos. (...) Conversamos sobre o fortalecimento da Unasul, da Celac, e lhe transmiti a felicitação de todo o povo da Venezuela por sua vitória", disse Maduro.
Passados próximos
Michlle Bachelet e Evelyn Matthei têm um passado em comum. Elas são filhas de generais da Força Aérea que eram amigos próximos e, quando crianças, brincavam juntas. O golpe de Estado que instalou a ditadura de Augusto Pinochet, em 1973, foi um marco para as vidas de ambas.
O general Alberto Bachelet foi preso no mesmo dia da instalação do regime militar, tendo sido torturado até a morte devido à sua lealdade ao governo deposto de Salvador Allende. Fernando Matthei, no entanto, se aliou à junta militar.
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