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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

TUFÃO HAIYAN CHEGA A HAINAN

A imagem de satélite mostra que a maioria das áreas das Filipinas estavam com poucas nuvens às 13h30 UTC deste domingo, 10 de novembro de 2013, dois dias após a passagem dos super tufão Haiyan, que está sendo considerado o mais violento do planeta em 2013.

O tufão enfraqueceu, mas 12h50 UTC deste domingo (10h50 em Brasília), a Agência de Meteorologia do Japão estimava que os ventos constantes de Haiyan estavam quase 150 km/h e as rajadas em torno dos 210 km/h. A chuva é torrencial, mas o sistema vai perdendo suas característica a medida que avança sobre áreas de terra e deixa de ser alimentado pela água quente. Nesta segunda-feira, Haiyan deve ser rebaixado para uma depressão tropical.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

FILIPINAS REALIZA ENTERRO EM MASSA

Bombeiros recolhem corpos recolhidos nos escombros após passagem de tufão nas Filipinas (Foto: Odd Andersen/AFP)Bombeiros recolhem corpos recolhidos nos escombros após passagem de tufão nas Filipinas (Foto: Odd Andersen/AFP)
Bombeiros filipinos realizam nesta terça-feira (19) um sepultamento coletivo de parte das vítimas do tufão Haiyan, na cidade de Tacloban, a mais afetada pela passagem da tempestade.

Cerca de 170 corpos recolhidos dos escombros foram colocados à beira de uma estrada de onde foram levados até o “Cemitério das colinas”, um dos três locais de sepultamento em massa, que até agora recebeu mais de mil vítimas.
De acordo com a ONG Save the Children, três milhões de crianças filipinas foram afetadas, de uma maneira ou de outra, pelo supertufão Haiyan que destruiu os meios de subsistência de milhões de pessoas, entre lavradores, comerciantes e pescadores.

O último balanço provisório da ONU aponta a mais de 4.000 mortos. Este número pode aumentar muito mais devido ao grande número de desaparecidos.
Mulher tampa o nariz diante de 170 corpos deixados à beira da estrada em Tacloban. (Foto: Odd Andersen/AFP)Mulher tampa o nariz diante de 170 corpos deixados à beira da estrada em Tacloban. (Foto: Odd Andersen/AFP)
Corpos são sepultados em massa após passagem de tufão nas Filipinas (Foto: Odd Andersen/AFP)Corpos são sepultados em massa após passagem de tufão nas Filipinas (Foto: Odd Andersen/AFP)

sábado, 16 de novembro de 2013

SUPER TUFÃO HAIYAN MATA 6 EM VIETNÃ

Quase 20.000 pessoas foram retiradas de suas casas e pelo menos seis morreram nas inundações da última semana no Vietnã, informaram as autoridades do país neste sábado (16).
As inundações foram provocadas pelas fortes chuvas na área que vai da província de Quang Tri até a de Ninh Thuan, segundo o comitê regional de luta contra as catástrofes.
As chuvas foram provocadas por uma tempestade tropical no mar da China após a passagem do tufão Haiyan, que devastou as Filipinas semana passada.

TUFÃO: ONU ARRECADA 75 MILHÕES DOS 301 PARA A FILIPINAS

ONU já conseguiu US$ 72 milhões dos US$ 301 milhões que solicitou para ajudar as Filipinas, devastadas pelo supertufão Haiyan há uma semana, informou nesta sexta-feira (15) o Escritório de Coordenação de Ajudas Humanitárias das Nações Unidas (Ocha).
A ONU havia feito um chamado na última terça-feira, com o objetivo de arrecadar US$ 301 milhões  para ajuda às vítimas em um período que vai até o fim de maio de 2014.
No total, levando em conta o resultado do chamado e as contribuições procedentes de outros órgãos externos, foram arrecadados US$ 153 milhões em favor das vítimas do tufão, estimou o diretor de operações do Ocha, John Ging.
"Os contribuintes responderam de forma muito generosa, e o dinheiro está chegando muito rapidamente", disse Ging, lembrando, no entanto, que a chegada de material de emergência "é lenta, na opinião da população local".
A prioridade é a retomada do abastecimento de água potável, bem como o restabelecimento da ordem nas áreas arrasadas, onde a ONU se mostra "muito preocupada com os mais vulneráveis, como as mulheres", afirmou Ging.
Segundo o diretor, a catástrofe afeta 13 milhões de pessoas. Um total de 287 mil casas foram afetadas, e 166 mil, totalmente destruídas.
O tufão provocou 3.621 mortes, anunciou nesta sexta o Conselho Nacional para a Redução e a Gestão das Catástrofes Naturais, mas esta número pode ser maior.
Desde a passagem do tufão, há uma semana, 1.140 pessoas foram consideradas desaparecidas, afirmou Reynaldo Balido, porta-voz do organismo governamental.
A ONU fala em 4.460 mortos.
O tufão Haiyan devastou o centro das Filipinas, sobretudo as ilhas de Leyte e de Samar, deixando centenas de milhares de desabrigados, que lutam por acesso à água e comida.
O governo dos Estados Unidos anunciou o envio de 1.000 militares às Filipinas para reforçar o contingente no arquipélago e ajudar nas tarefas de resgate.
Os militares devem chegar em seis dias ao país a bordo dos navios anfíbios "USS Germantown" e "USS Ashland".
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Mapa tufão nas Filipinas (Foto: Editoria de Arte/G1)
Outros 100 marines da mesma unidade serão enviados à região de avião.
Washington envia ao país asiático equipamentos para ajudar na liberação das estradas, geradores e depósitos de água potável.
Outros 5.000 marines chegaram às Filipinas a bordo do porta-aviões "USS George Washington", com material logístico, para socorrer as vítimas do supertufão.
Enterros
Vítimas do tufão Haiyan já começaram a ser enterradas em valas comuns na cidade de Tacloban, uma das mais afetadas pelo desastre na região central das Filipinas, informou nesta sexta-feira a imprensa local.
Cerca de 100 corpos foram colocados ontem em sacos pretos e depositados em valas comuns, sem cerimônia nem orações fúnebres, na presença de Alfred Romualdez, prefeito da capital da ilha de Leyte, em Visayas Oriental.
'Espero que esta seja a última vez que vejo algo assim. Quando vejo isso, me lembro do que aconteceu desde a tempestade até agora', disse Romualdez, que há poucos dias teve que suspender uma primeira tentativa de enterro devido a um tiroteio.
15/11 - Sobreviventes tentam pegar biscoitos distribuídos pelos soldados filipinos no aeroporto de Tacloban  (Foto: Wong Maye-E/AP)Sobreviventes tentam pegar biscoitos distribuídos pelos soldados filipinos no aeroporto de Tacloban (Foto: Wong Maye-E/AP)

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

CORREÇÃO: TUFÃO MATA 3.621 PESSOAS NAS FILIPINAS

O tufão Haiyan que devastou a região central das Filipinas provocou 3.621 mortes, anunciou nesta sexta-feira (15) o Conselho Nacional para a Redução e a Gestão das Catástrofes Naturais.
Desde a passagem do tufão, há uma semana, 1.140 pessoas foram consideradas desaparecidas, afirmou à AFP Reynaldo Balido, porta-voz do organismo governamental.
O balanço anterior do governo citava 2.360 vítimas fatais e 77 desaparecidos.
Poucas horas antes, o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA, na sigla em inglês) anunciou um balanço de 4.460 mortos.
O organismo afirmou ter obtido os dados da unidade regional do comitê filipino, que no entanto desmentiu os números, antes de anunciar o balanço revisado.
Balido afirmou que o aumento do número de mortes foi confirmado após a transmissão de novas informações das autoridades locais.
"As operações de limpeza (das estradas e das cidades) continua e veremos se encontramos mais corpos nos escombros", disse.
O tufão Haiyan devastou o centro das Filipinas, sobretudo as ilhas de Leyte e de Samar, deixando centenas de milhares de desabrigados, que lutam por acesso à água e comida.
O governo dos Estados Unidos anunciou o envio de 1.000 militares às Filipinas para reforçar o contingente no arquipélago e ajudar nas tarefas de resgate.
Os militares devem chegar em seis dias ao país a bordo dos navios anfíbios "USS Germantown" e "USS Ashland".
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Mapa tufão nas Filipinas (Foto: Editoria de Arte/G1)
Outros 100 marines da mesma unidade serão enviados à região de avião.
Washington envia ao país asiático equipamentos para ajudar na liberação das estradas, geradores e depósitos de água potável.
Outros 5.000 marines chegaram às Filipinas a bordo do porta-aviões "USS George Washington", com material logístico, para socorrer as vítimas do supertufão.
Enterros
Vítimas do tufão Haiyan já começaram a ser enterradas em valas comuns na cidade de Tacloban, uma das mais afetadas pelo desastre na região central das Filipinas, informou nesta sexta-feira a imprensa local.
Cerca de 100 corpos foram colocados ontem em sacos pretos e depositados em valas comuns, sem cerimônia nem orações fúnebres, na presença de Alfred Romualdez, prefeito da capital da ilha de Leyte, em Visayas Oriental.
'Espero que esta seja a última vez que vejo algo assim. Quando vejo isso, me lembro do que aconteceu desde a tempestade até agora', disse Romualdez, que há poucos dias teve que suspender uma primeira tentativa de enterro devido a um tiroteio.
China
Na China, o jornal oficial Global Times afirmou que o país deve enviar navios de guerra às Filipinas, país com o qual mantém uma disputa territorial, para ajudar as vítimas do tufão Haiyan e contra-atacar a influência dos Estados Unidos e Japão.
"O envio de navios de guerra em tais circunstâncias é bem intencionado. Se Manila não aceitar, ficaria comprovada sua visão estreita", destacou o jornal.
O porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Hong Lei, disse que o texto reflete apenas a "opinião do jornal".
China e Filipinas disputam a soberania do atol de Scarborough, a 200 km das costas filipinas, ocupado por Pequim em 2012
15/11 - Sobreviventes tentam pegar biscoitos distribuídos pelos soldados filipinos no aeroporto de Tacloban  (Foto: Wong Maye-E/AP)Sobreviventes tentam pegar biscoitos distribuídos pelos soldados filipinos no aeroporto de Tacloban (Foto: Wong Maye-E/AP)

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

TUFÃO HAIYAN: CHEGA A 4.460 MORTOS NAS FILIPINAS

As Nações Unidas, citando fontes do governo filipino, informou nesta quinta-feira (14) que o número de mortos após a passagem do supertufão Haiyan pelo país aumentou para 4.460 - quase o dobro da última contagem oficial, mas ainda abaixo dos 10 mil estimados por autoridades locais.
              
"O governo informou que 4.460 pessoas morreram", informou um relatório diário da Comissão de Assuntos Humanitários da ONU, segundo a agência de notícias Reuters. A tormenta arrasou parte do país há seis dias.
China
China decidiu nesta quinta-feira (14) aumentar a ajuda às vítimas do tufão Haiyan nas Filipinas, depois de receber críticas por doar apenas US$ 200 mil.
A China decidiu "há poucos dias prestar uma assistência adicional equivalente a 10 milhões de yuans (US$ 1,6 milhão) em cobertores, barracas e outros materiais", anunciou Qin Gang, porta-voz do ministério das Relações Exteriores.
"Haverá milhares de tendas e dezenas de milhares de cobertores. Esperamos poder transportar este material para as áreas afetadas o mais rápido possível", disse Qin Gang.
Até o momento, a China havia anunciado a entrega de US$ 100 mil para o governo filipino e uma quantidade equivalente à Cruz Vermelha chinesa, quantias muito abaixo da assistência prestada por outros países, o que desencadeou uma onda de críticas no exterior.
"A segunda economia do mundo jogas moedas em um arquipélago devastado", escreveu a revista "Time", que chamou a ajuda de "insultante" e criticou a "mesquinharia" da China.
Já o jornal "Global Times" lembrou por sua parte que é de interesse da China ajudar as Filipinas.
"A China, como potência responsável, deve participar das operações de socorro em um país vizinho atingido por uma catástrofe, seja o país amigo ou não".
A China e as Filipinas disputam a soberania do atol de Scarborough, a 200 km da costa filipina, ocupado desde o ano passado pelos chineses.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

TUFÃO MATA 10 MIL NAS FILIPINAS *-*

As Filipinas vão necessitar de US$ 301 milhões em ajuda humanitária após a passagem do supertufão Haiyan, segundo as agências humanitárias da ONU.
O dinheiro será empregado ao longo de seis meses, disse Jens Laerke, porta-voz do escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários.
"Acabamos de lançar um plano de ação centrado em alimentação, saúde, saneamento, alojamento, retirada de escombros e proteção dos mais vulneráveis", explicou Valerie Amos, chefe de operações humanitárias da ONU.
Ela elogiou a resposta da comunidade internacional à catástrofe que atingiu o arquipélago na sexta passada, mas disse que mais ajuda é necessária.
A passagem de Haiyan provocou destruição no arquipélago, matando pelo menos 10 mil pessoas e deixando 660 mil desabrigados.
"Sabemos que as pessoas estão sendo ajudadas, mas também sabemos que, dado o alcance do desastre, precisamos manter a ajuda", disse Valerie.
"O plano de ação estabelece o que se necessita em uma série de âmbitos", disse.
Ela afirmou que, no presente momento, é muito difícil determinar quais são as necessidades imediatas, porque é muito difícil chegar a algumas das regiões afetadas.
FAO
Apenas a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) pediu à comunidade internacional US$ 24 milhões. Em um comunicado divulgado em Roma, sede da organização, a FAO anunciou que "fará todo o possível para apoiar o governo filipino no processo de reconstrução e de resiliência", declarou seu diretor, o brasileiro José Graziano da Silva.
"A segurança alimentar e os meios de subsistência estão ameaçados", ressaltou a FAO, depois de pedir a ajuda de emergência.
"O supertufão Haiyan deixou um rastro de destruição. Perdemos milhares de vidas. A devastação causada no país, incluindo sobre a agricultura, pesca e silvicultura, ameaça as vidas e o sustento de muitas mais pessoas e pode ter amplas implicações na cadeia de abastecimento e segurança alimentar", explicou o diretor.
A organização já arrecadou mais de US$ 1 milhão de seus próprios recursos.
A FAO enviou especialistas e usará o montante já desbloqueado para as necessidades imediatas, como sementes e fertilizantes.
"Será necessário um montante inicial de US$ 24 milhões para ações de emergência e reconstrução, incluindo a reconstrução de instalações de armazenamento e de irrigação, e apoio às comunidades de pescadores", disse ele em uma nota.
A Organização irá realizar uma avaliação completa dos danos causados à agricultura e pesca "tão logo a situação no terreno permita", disse.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

SUPER TUFÃO NAS FILIPINAS: O MUNDO DEVE ESPERA PELO PIOR EM RELAÇÃO AS VITIMAS

A ONU teme que a passagem do tufão Haiyan pelas Filipinas tenha deixado mais de 10 mil mortos e 600 mil desabrigados e advertiu que o mundo deve "esperar pelo pior" quando for feito o balanço final de vítimas.
John Ging, alto funcionário humanitário da ONU, disse nesta segunda-feira (11) que mais de 660 mil pessoas tiveram de abandonar suas casas por conta da tempestade. Segundo ele, a ONU vai pedir uma ajuda internacional "significativa" para superar os efeitos da catástrofe.
O presidente das Filipinas, Benigno Aquino, declarou estado de calamidade em todo o país nesta segunda por causa da devastação causada pelo supertufão, que castigou o arquipélago filipino na última sexta-feira.
Após ter visitado a cidade de Tacloban, na ilha de Leyte, Aquino fez o anúncio em uma mensagem emitida pela televisão.
Com esta declaração, o governo filipino poderá impor preços máximos aos artigos de primeira necessidade e controlar os artigos para evitar a especulação e o açambarcamento de bens, como remédio e produtos derivados de petróleo, informou o canal 'GMA'.
A criação de fundos especiais destinados à reparação das infraestruturas e serviços públicos e a concessão de empréstimos sem juros aos setores mais afetados da população também são outras medidas que estão sendo analisadas.
Mapa tufão nas Filipinas (Foto: Editoria de Arte/G1)
As autoridades das Filipinas ainda trabalham para fazer chegar ajuda humanitária aos afetados pelo supertufão Haiyan, três dias depois que ele devastou a região central do país.
Sobreviventes imploravam por ajuda e vasculhavam os escombros em busca de água, comida e remédios, enquanto os militares e equipes de resgate trabalham no limite.
Em Tacloban, capital da província de Leyte, a tormenta deixou uma paisagem de destruição total, após atingir a cidade com rajadas de vento de até 315 km/h e fazer o nível do mar subir mais de 2 metros na manhã da sexta-feira (8).
Centenas de soldados estão de prontidão em Tacloban para conter saques, mas uma outra cidade da região ainda não alcançada pelas equipes de resgate e as Forças Armadas, e há relatos de cenas apocalípticas de destruição.
Um funcionário do governo disse que a destruição atinge 80% das estruturas em Tacloban, onde as autoridades desdobraram tropas do Exército e policiais nas áreas mais afetadas para garantir a segurança.
O porta-voz da Polícia Nacional das Filipinas, Reuben Theodore Sindac, disse que 900 agentes foram enviados para a cidade e para Samar, depois que foram registrados saques generalizados.
O governo não confirmou as estimativas feitas por algumas autoridades dando conta de 10 mil mortos devido ao tufão Haiyan, um dos mais violentos já registrados, mas o saldo está definitivamente bem acima dos 255 apontados oficialmente. As Forças Armadas na região central das Filipinas indicavam nesta segunda um total de 942 mortos.
Segundo a ONU, de 300 a 500 corpos foram depositados em uma vala comum em Tacloban.
Mais de 600 mil pessoas ficaram desabrigadas por causa da tempestade no país todo, e algumas delas não têm acesso a água, comida ou alimentos, segundo a ONU.
Devastada por ondas enormes e por ventos de até 378 km/h, Tacloban recebe mantimentos e retira vítimas quase que exclusivamente por meio de três aviões militares que estabeleceram uma ponte aérea com a cidade de Cebu, próxima dali.
Nos portões do aeroporto local, dezenas de moradores imploravam por socorro. "Ajudem-nos, ajudem-nos. Onde está o presidente (Benigno) Aquino? Precisamos de água, estamos com muita sede", gritava uma mulher. "Quando vocês vão retirar os corpos das ruas?"
O descontrole e os saques se tornaram algo contínuo na cidade, na qual a imprensa local chegou a relatar um ataque a um comboio da Cruz Vermelha que trazia mantimentos.
O porta-voz de Defesa Civil, Reynaldo Balido, declarou que o restabelecimento da ordem em Tacloban e de outras áreas próximas é uma das "principais prioridades" do governo.
Soldados da Polícia Nacional das Filipinas e do Exército também foram enviados à região para assegurar a paz e a ordem Tacloban.
O presidente Aquino, enfrentando um dos maiores desafios em seus três anos de mandato, mobilizou 300 policiais e soldados para tentar restaurar a ordem em Tacloban depois dos saques.
Sobreviventes tampam o nariz debido ao odor de corpos em estado avançado de decomposição espalhados por Tacloban. Supertufão pode ter matado 10 mil pessoas no país, estimam autoridades. (Foto: Bullit Marquez / AP Photo)Sobreviventes tampam o nariz debido ao odor de corpos em estado avançado de decomposição espalhados por Tacloban. Supertufão pode ter matado 10 mil pessoas no país, estimam autoridades. (Foto: Bullit Marquez / AP Photo)
Ajuda humanitária
Vários países e organizações internacionais começaram a enviar pessoal e ajuda humanitária aos afetados pelo tufão, entre elas as Nações Unidas.
O Governo do Japão anunciou nesta segunda o envio de equipamentos médicos às Filipinas para ajudar os afetados pelo devastador tufão.
"Estamos fechando com o Governo filipino o envio de nosso contingente de emergências hoje mesmo", detalhou o ministro porta-voz do Japão, Yoshihide Suga.
A equipe será formada por cerca de 25 especialistas, médicos e enfermeiras pertencentes à Equipe Japonesa de Ajuda em caso de Desastres.
A Austrália anunciou que dará cerca de US$ 9,3 milhões em ajuda humanitária às Filipinas.
A ministra das Relações Exteriores, Julie Bishop, disse em entrevista coletiva em Canberra que o pacote de ajuda foi aprovado em resposta ao "desastre de grande escala" registrado este fim de semana.
Força da tormenta e aumentou no nível do mar arrastou um navio de carga para a terra na região de Tacloban. (Foto: Romeo Ranoco / Reuters)Força da tormenta e aumentou no nível do mar arrastou um navio de carga para a terra na região de Tacloban. (Foto: Romeo Ranoco / Reuters)
"As perdas em vidas, os danos à propriedade e aos imóveis foram absolutamente devastadores", disse Bishop.
A maior parte do dinheiro será destindo principalmente para responder apelo por ajuda de emergência das Nações Unidas, assim como para a Cruz Vermelha e outras organizações governamentais que trabalham na área do desastre.
Os Médicos Sem Fronteiras disseram em comunicado que iniciou o envio de cerca de 200 toneladas de material médico para tratar ferimentos, vacinas contra tétano, tendas de campanha e produtos de higiene, além de uma equipe de 30 médicos, psicólogos e pessoal logístico.
As operações de auxílio também estão sendo atrapalhadas pelos danos em estradas, aeroportos e pontes. Ameaçando agravar a crise nessa área pobre, uma depressão tropical deve chegar a partir de terça-feira à região, causando fortes chuvas.
O Papa Francisco decidiu também nesta segunda-feira fazer uma primeira contribuição de US$ 150 mil de ajuda à população filipina, por meio do Pontifício Conselho Cor Unum
Enquanto isso, as autoridades filipinas trabalham para restabelecer os serviços básicos.
A Autoridade de Aviação Civil informou que ao longo do dia foram restabelecidas as operações nos quatro aeroportos da região exceto no de Tacloban que limitará sua atividade a horário diurno.
Cerca de 4,5 milhões de pessoas de 36 províncias do país foram afetadas pelo tufão, das quais 330 mil estão em abrigos.
China
Na China, mais ao norte, sete membros de um navio cargueiro foram reportados como desaparecidos na província de Hainan, noticiou a imprensa oficial chinesa. Quatro pessoas morreram, de acordo com as autoridades.
Pelo menos 480 mil pessoas foram afetadas na província e 39 mil foram retiradas de suas casas enquanto o tufão destruía centenas de residências e danificava milhares de outras em Hainan.
A tempestade também afetou as províncias próximas de Guangxi e Guangdong, segundo a agência estatal. Na primeira, foram registrados ventos de 120 km/h e mais de 290 milímetros de chuva em um período de 24 horas.
Brasileiros nas Filipinas
A Embaixada do Brasil em Manila, nas Filipinas, pediu na sexta-feira (8) em comunicado em seu site que os brasileiros no país ficassem atentos à evolução do supertufão e obedecessem as recomendações das autoridades locais para a evacuação de áreas de risco. A embaixada também pediu que os brasileiros mantivessem contatos com familiares e amigos fora do país para que ninguém seja dado como desaparecido erroneamente. Por enquanto, não houve relatos de brasileiros desaparecidos no país.