Às vésperas do verão e das chuvas torrenciais que caem sobre a cidade, aumenta o temor das tragédias provocadas pelos deslizamentos de terra nas áreas de risco. Os moradores já estão muitos preocupados e cobram promessas da Prefeitura que, segundo eles, não foram cumpridas, como mostrou o RJTV.
No Morro do Turano, na Tijuca, Zona Norte, há, segundo a associação de moradores, cerca de 250 famílias vivendo em áreas de risco. A auxiliar de serviços gerais Ellen Cristina vive em uma casa de estuque, uma construção conhecida por ser ainda mais frágil.
“É de barro e tá caindo tudo. A parte do banheiro já está sem a parte da pia. O chão tá quebrado. A parede do quarto também, meu armário tem que ficar na frente. Eu tenho 3 filhos pequenos e quando chove eles não dormem. A situação é difícil”, lamentou.
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Em 2010, várias casas da comunidade foram interditadas por causa das fortes chuvas que atingiram a cidade. Segundo os moradores, a Prefeitura ofereceu três opções para que as famílias deixassem as casas: a compra assistida, que é quando o morador encontra um novo imóvel na própria comunidade ou num outro local. A Prefeitura compra esse imóvel e faz a entrega das chaves. A outra opção é uma indenização e a terceira é um imóvel do programa de habitação do Governo Federal.
Mas, o que muitos moradores reclamam é que até agora a Prefeitura não deu nenhum retorno.
Famílias como a de Júlio César e a de Marcela, mostradas na reportagem, esperam há três anos por uma solução, mas, mesmo com a casa interditada, eles não têm para onde ir.
Famílias como a de Júlio César e a de Marcela, mostradas na reportagem, esperam há três anos por uma solução, mas, mesmo com a casa interditada, eles não têm para onde ir.
No morro de Santo Amaro, em outro ponto da cidade, os moradores temem o pior. Dona Zeza mora no local há 38 anos com o marido, a filha e um netinho. A casa dela está na beira da encosta. “Nós ficamos com medo porque vai desabando tudo e a gente corre perigo", lamentou ela.
De acordo a Geo-Rio, existem hoje na capital cerca de 117 comunidades com alto risco de desmoronamento. Os estudos mostram que no morro Santo Amaro, 10% das casas estão em área de risco médio.
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