Também nesta sexta, o comandante da Policia Militar, coronel Danilo Nascimento, se reuniu com oficiais da Baixada Fluminense para definir como será a ocupação da Chatuba. Segundo o coronel, 120 policiais ficarão em duas bases na comunidade, uma no Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) e outra na localidade do Bicão.
“Não estávamos dirigidos a esse local agora, mas temos uma política de segurança onde não se pode aceitar que em questão de horas tenhamos oito ou 10 homicídios. Esse é um esforço emergencial”, disse Beltrame.
blindado para prender suspeitos por assassinatos
na Chatuba (Foto: Janaína Carvalho/G1)
“O que está em jogo aqui não é a migração, não é a questão dos homicídios. A questão aqui é que onde o Estado não está, o tráfico de drogas impera. É essa lógica que tem que ser quebrada. O que tivemos aqui é uma ação cruel do tráfico de drogas que age assim há muito tempo”.
Ainda segundo o secretário, o mais importante na região agora é quebrar o paradigma territorial. “Aqui no Rio de Janeiro a expressão microondas ganhou o mundo porque o tráfico dava fim a essas pessoas. Essa é uma realidade e é justamente contra isso que existe um a política.”
As ações desta sexta ocorrem no Morro do Chapadão, em Costa Barros; no Morro do Cajueiro, em Madureira; e no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho. Há incursões ainda nas comunidades do Job, na Pavuna, além de Final Feliz e Bom Tempo, em Anchieta. No entorno das áreas de Jacarezinho e de Manguinhos são realizadas algumas blitze.
Ligações para o Disque-Denúncia
Até as 10h10 desta sexta, o Disque-Denúncia havia recebido 373 ligações referentes à operação Chatuba, com informações sobre os responsáveis pela Chacina de Mesquita.
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