Chacina: área da cachoeira onde jovens passaram antes de serem mortos será transformada em parque estadual
Local terá 3.700 hectares e contará com unidade de policiamento.
Local com 3.700 hectares será transformado em parque estadual.
A Secretaria de Estado do Ambiente informou nesta segunda-feira (24) que uma área de 3.700 hectares da APA (Área de Proteção Ambiental) de Gericinó, onde ocorreu a chacina que matou seis adolescentes no início do mês, será transformada em parque estadual.
De acordo com a secretaria, o local irá contar com uma unidade de policiamento e deve ser entregue à população até março de 2013. A cachoeira, que seria o destino dos seis jovens, estará incluída nas dependências do parque.
A ideia da criação do parque surgiu quando a polícia descobriu na região mais de 40 carcaças de carros roubados. A partir daí, a secretaria, juntamente como o governo do Estado e com a Secretaria de Segurança, decidiram proteger o local.
A chacina
Os seis jovens, que eram moradores do município de Nilópolis, desapareceram na tarde do último dia 8. Eles deixaram a comunidade onde moravam para assistir a um campeonato de pipas e depois teriam ido para uma cachoeira que fica dentro do parque de Gericinó, em Mesquita. Os corpos dos meninos foram encontrados na manhã do dia 10, às margens da rodovia Presidente Dutra. A polícia diz acreditar que os meninos foram mortos dentro da favela da Chatuba, também em Mesquista.
Mais dois corpos encontrados
Mais dois corpos foram encontrados em um terreno do parque situado dentro do Centro de Instruções de Gericinó, uma área militar, em Mesquita, na quinta-feira (13). Um deles estava em avançado estado de decomposição. O outro corpo é do jovem José Aldecir da Silva Júnior, de 19 anos, desaparecido desde sábado (8) logo após a morte de um pastor evangélico nas proximidades. Ele foi reconhecido por uma tatuagem e pelas roupas.
Tortura e morte
Os laudos cadavéricos feitos pelo IML (Instituto Médico Legal) nos corpos dos seis jovens confirmam que eles foram torturados antes de serem mortos pelo “tribunal do tráfico”.
De acordo com Sérgio Henriques, diretor de Polícia Técnica da Polícia Civil, todos os rapazes foram encontrados pelados e foram agredidos com o cabo de algum objeto agrícola, como um ancinho, por exemplo. Nos corpos também havia marcas de facadas, principalmente no pescoço.
— É uma dinâmica comum em “tribunais do tráfico”. Mandam tirar a roupa, torturam e depois matam. Eles tinham marcas de que foram arrastados, as mãos estavam amarradas e tinham mordaças na boca, mas tudo isso feito após serem mortos.
Cada um dos jovens levou de três a quatro tiros de pistola calibre 380 e 9 mm, a maior parte na cabeça e nenhum deles teve nenhuma amputação de membros.
De acordo com a secretaria, o local irá contar com uma unidade de policiamento e deve ser entregue à população até março de 2013. A cachoeira, que seria o destino dos seis jovens, estará incluída nas dependências do parque.
A ideia da criação do parque surgiu quando a polícia descobriu na região mais de 40 carcaças de carros roubados. A partir daí, a secretaria, juntamente como o governo do Estado e com a Secretaria de Segurança, decidiram proteger o local.
A chacina
Os seis jovens, que eram moradores do município de Nilópolis, desapareceram na tarde do último dia 8. Eles deixaram a comunidade onde moravam para assistir a um campeonato de pipas e depois teriam ido para uma cachoeira que fica dentro do parque de Gericinó, em Mesquita. Os corpos dos meninos foram encontrados na manhã do dia 10, às margens da rodovia Presidente Dutra. A polícia diz acreditar que os meninos foram mortos dentro da favela da Chatuba, também em Mesquista.
Mais dois corpos encontrados
Mais dois corpos foram encontrados em um terreno do parque situado dentro do Centro de Instruções de Gericinó, uma área militar, em Mesquita, na quinta-feira (13). Um deles estava em avançado estado de decomposição. O outro corpo é do jovem José Aldecir da Silva Júnior, de 19 anos, desaparecido desde sábado (8) logo após a morte de um pastor evangélico nas proximidades. Ele foi reconhecido por uma tatuagem e pelas roupas.
Tortura e morte
Os laudos cadavéricos feitos pelo IML (Instituto Médico Legal) nos corpos dos seis jovens confirmam que eles foram torturados antes de serem mortos pelo “tribunal do tráfico”.
De acordo com Sérgio Henriques, diretor de Polícia Técnica da Polícia Civil, todos os rapazes foram encontrados pelados e foram agredidos com o cabo de algum objeto agrícola, como um ancinho, por exemplo. Nos corpos também havia marcas de facadas, principalmente no pescoço.
— É uma dinâmica comum em “tribunais do tráfico”. Mandam tirar a roupa, torturam e depois matam. Eles tinham marcas de que foram arrastados, as mãos estavam amarradas e tinham mordaças na boca, mas tudo isso feito após serem mortos.
Cada um dos jovens levou de três a quatro tiros de pistola calibre 380 e 9 mm, a maior parte na cabeça e nenhum deles teve nenhuma amputação de membros.
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