quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Laudo não descarta falha humana em acidente com ônibus da 1001

Laudo não descarta falha humana em acidente com ônibus da 1001 no RJ

Queda de ribanceira na Rio-Teresópolis deixou 15 mortos em outubro.
Segundo peritos, veículo poderia ser freado apesar de falhas mecânicas.

Ônibus da viação 1001 invadiu a mata ao lado da pista (Foto: Reprodução / TV Globo)Ônibus da viação 1001 invadiu a mata ao lado da
pista da BR-116 (Foto: Reprodução / TV Globo)

O laudo da perícia realizada pela Polícia Civil do Rio no ônibus da 1001, que despencou em uma ribanceira em outubro do ano passado e deixou 15 pessoas mortas, não descarta falha humana como causa do acidente, ocorrido na BR-116 (Rio-Teresópolis). Os peritos verificaram que, apesar de um pneu dianteiro estar careca e de o freio motor não ter operado, o sistema de freios era eficiente para evitar a tragédia.
A perícia realizou testes em um veículo similar ao acidentado e constatou que o freio de serviço tem eficiência no controle do ônibus, mesmo sem auxilio do freio motor.
“Afirmam os peritos que o veículo em tela possuía capacidade de frenagem, mesmo na ausência do freio motor, não tendo elementos materiais para identificar os motivos que levaram o condutor a não efetuar a frenagem, não descartando a hipótese de falha humana do condutor”, diz trecho do laudo, ao qual o G1 teve acesso.
Procurada pela reportagem do site, a Viação 1001 disse, por volta das 18h, que ainda não havia recebido o laudo e que não vai se pronunciar antes de ter acesso ao texto.
Alta velocidade
O ônibus da viação 1001 estava acima da velocidade permitida para o trecho da BR-116 (Rio-Teresópolis) no momento do acidente, de acordo com a perícia realizada no local dois dias após o acidente.
Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) recolheram o tacógrafo, um equipamento que registra a velocidade do ônibus durante toda a viagem. Um dos peritos disse que o equipamento indicava que o ônibus estava a 80 quilômetros por hora, enquanto o limite para o trecho é de 60. A polícia também afirmou que não havia marcas de freio na pista.
Mapa da região do acidente com ônibus na Rio-Teresópolis (BR-116) (Foto: Editoria de Arte / G1)
Testemunhas também disseram que o ônibus descia a serra com o pisca alerta ligado e que ele bateu em outro carro antes de sair da estrada. A hipótese de que o motorista teria passado mal foi descartada por três testemunhas, segundo o delegado Alan Luxardo, da 67ª DP (Guapimirim), que investiga o acidente.
Câmera de segurança
Imagens de uma câmera de um condomínio localizado na Rio-Teresópolis (BR-116) mostram o ônibus ainda na estrada 200 metros antes de despencar no barranco. O veículo saiu da pista e caiu na ribanceira, na altura do km 102 da rodovia, em Guapimirim, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, por volta das 14h20 desta segunda-feira. Quatorze pessoas morreram e 10 pessoas continuam internadas, pelo menos uma em estado grave.
O caso foi registrado na 67ª DP (Guapimirim) como homicídio culposo e lesão corporal culposa. O delegado responsável pelo caso pediu para a perícia fazer uma análise detalhada do funcionamento geral do ônibus. A Auto Viação 1001 disse em nota que seus veículos passam por manutenção constante.
Ônibus que saiu de Itaperuna tomba na Rio-Teresópolis e deixa mortos (Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo)Ônibus ficou destruído devido ao choque com árvores

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