sexta-feira, 26 de julho de 2013

VAN CAI DE GARAGEM DE HOSPITAL E MATA 1 EM SP

Um homem que caminhava numa calçada da região do Hospital Albert Einstein, no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, morreu após ser atingido por uma van que caiu da garagem do hospital.
O veículo fazia entrega de laticínios e estava na garagem do hospital quando despencou na calçada e atingiu o pedestre, por volta das 7h. Segundo o Hospital Albert Einstein, a vítima foi "prontamente atendida pelos Bombeiros e pela equipe médica" do centro médico, mas não resistiu.
A perícia foi ao local. Segundo o SPTV, o motorista disse que não puxou o freio de mão. Por volta das 12h20, o veículo era removido da Rua Ruggero Fasano. Até o horário, o nome da vítima ainda não havia sido divulgado. A polícia investiga o caso.

FRIO INTENSO NO BRASIL PODE TER MATADO 6 PESSOAS


A polícia investiga a morte de quatro moradores de rua em diferentes pontos da cidade de São Paulo entre quarta (24) equinta-feira (25). Em todos os casos, as vítimas foram encontradas sem sinais de violência. A polícia apura se as mortes estão relacionadas ao frio que atinge a capital e fez a temperatura cair para o menor nível em 52 anos na quarta-feira. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as mortes foram registradas como "suspeitas". Os laudos do Instituto Médico Legal que apontarão as causas devem ficar prontos em até 30 dias.
Na manhã desta quinta-feira, mais um morador de rua foi encontrado morto em Cidade Tiradentes, na Zona Leste. O corpo de Luis Carlos Palegio Correia, de 58 anos, foi achado por volta das 6h, na Rua José Francisco Viana, próximo a uma lanchonete. O dono do estabelecimento chegava ao trabalho quando viu Correia sentado na porta da cantina, imóvel.
O comerciante identificou o morador de rua, que era frequentador do local, e chamou a polícia. A vítima, porém, já estava sem vida. Segundo depoimento do filho de Correia à Polícia Civil, o pai estava em situação de rua há algum tempo e bebia diariamente.
Testemunhas relataram que era comum vê-lo caminhando pelas ruas da região. Na madrugada desta quinta, ele foi visto caindo duas vezes e sendo acudido por populares, que o colocaram sentado na porta do estabelecimento, no mesmo local onde foi encontrado morto.
Outros casos
Também na manhã desta quinta-feira, por volta das 8h20, outro morador de rua foi encontrado morto, sem marcas de violência. O corpo foi achado na Rua São Paulo, na Liberdade, região central de São Paulo.
Ainda na madrugada de quinta, na Avenida Luís Carlos Berrini, na Zona Sul, um homem em situação de rua foi levado em estado grave ao Hospital da Pedreira, onde faleceu. A caminho do pronto-socorro, ele se queixou de frio.
Antes, na quarta-feira, outro morador de rua já havia sido encontrado morto, na rampa de acesso ao Terminal Dom Pedro II, no Centro. Ele estava enrolado em um cobertor e, assim como nos outros casos, não apresentava sinais de violência.
Operação Baixas Temporadas
Na noite de terça-feira (23), a Prefeitura de São Paulo intensificou a Operação Baixas Temporadas, para direcionar a abrigos os moradores de rua. Três ônibus chegaram a ser usados em uma ação que contou com o auxílio da Guarda Civil Metropolitana e Defesa Civil. Na operação, 11 mil pessoas foram atendidas.
O paulistano pode colaborar ao alertar, por meio do 156 (Central de Atendimento da Prefeitura) ou pelo 153 (Central de Atendimento da GCM), sobre alguma pessoa que estiver exposta às baixas temperaturas.

Incêndio em asilo mata 10 idosos na China

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Fogo atingiu casa de repouso em Hailun, nordeste do país. Bombeiros levaram uma hora para controlar as chamas.

Queda de avião monomotor destrói casa nos EUA

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Incidente ocorreu em Columbus, Indiana, e feriu os dois ocupantes. Mulher que estava na casa escapou ilesa

DESABAMENTO FERE CENTENAS NA ÍNDIA

Equipes trabalham entre os escombros de prédio que ruiu nesta sexta-feira (26) na cidade indiana de Ahmedabad (Foto: Ajit Solanki/AP)Equipes trabalham entre os escombros de prédio que ruiu nesta sexta-feira (26) na cidade indiana deAhmedabad (Foto: Ajit Solanki/AP)
Equipes trabalham entre os escombros de prédio que ruiu nesta sexta-feira (26) na cidade indiana de Ahmedabad (Foto: Ajit Solanki/AP)Equipes trabalham entre os escombros de prédio que ruiu nesta sexta-feira (26) na cidade indiana de Ahmedabad (Foto: Ajit Solanki/AP)
O desabamento de um prédio de três andares deixou pelo menos três feridos nesta sexta-feira (26) na cidade indiana de Ahmedabad.
Teme-se que muitas pessoas ainda estejam presas nos escombros.

Deslizamentos soterram 9 na China

Deslizamentos soterram 9 na China

Chuvas torrenciais atingiram Gansu, no noroeste do país. Terremotos mataram ao menos 95 na região na segunda-feira.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

ACIDENTE DE TREM DEIXA 76 MORTOS E 70 FERIDOS NA ESPANHA

Pelo menos 45 pessoas morreram nesta quarta-feira (24) no descarrilamento de um trem de passageiros em Santiago de Compostela, no noroeste da Espanha, segundo o chefe de governo regional da Galícia, Alberto Nuñez Feijóo, citado pela agência de notícias Reuters. 'Há 45, 47, 50 pessoas (mortas). Estamos trabalhando com esses números', afirmou Feijóo em declarações à TV pública espanhola.
O acidente ocorreu às 20h41 locais (16h41 de Brasília), segundo a empresa, na chegada da estação local, e as causas ainda são desconhecidas, de acordo com o governo estadual.
Há pelo menos 70 feridos, 20 deles gravemente, de acordo com o governo local.
mapa localiza santiago de compostela (Foto: Arte/G1)
O trem fazia o trajeto entre a capital espanhola, Madri, e a localidade galeca de Ferrol, a 95 quilômetros de Santiago de Compostela. Segundo a companhia ferroviária Renfe, o trem transportava 238 passageiros.
A agência Reuters, citando a rádio local, afirma que foi ouvida uma explosão antes do trem sair dos trilhos.
Segundo testemunhas, todos os 13 vagões descarrilaram, e há vários corpos cobertos por cobertores.
Muita fumaça e um pouco de fogo saía dos destroços.
"(O trem) estava indo muito rápido... Parece que em uma curva o trem começou a virar e os vagões se empilharam uns sobre os outros", disse o passageiro Ricardo Montesco à estação de rádio Cadena Ser.
"Um monte de pessoas foi esmagada na parte inferior. Nós tentamos ir para o fundo dos vagões para sair e percebemos que o trem estava queimando ... eu estava no segundo vagão e havia fogo ... eu vi cadáveres", disse.
Hipótese de acidente
O governo da Espanha acredita que a hipótese mais provável sobre o descarrilamento é que se trate de um acidente, segundo um porta-voz do premiê Mariano Rajoy.
Segundo ele, o presidente do governo espanhol está reunido emergencialmente com ministros para tratar do tema, e deve visitar o local na manhã desta quinta.
Santiago de Compostela, cidade natal de Rajoy, é conhecida como destino de uma antiga rota de peregrinação católica e mística.
O acidente ocorreu na véspera do Dia de Santiago, uma importante festa regional.
Equipes de resgatem trabalham no local do acidente na Espanha (Foto: Miguel Riopa/AFP)Equipes de resgate trabalham no local do acidente na Espanha

Bebê real vai se chamar George Alexander Louis

arte árvore genealógica família real britânica com George (Foto: 1)

Bebê real vai se chamar George Alexander Louis

Nome já foi escolhido pelo Príncipe William e por Kate Middleton.
Menino é o terceiro na linha sucessória do trono britânico.

O bebê real, nascido na segunda-feira com 3,8 kg em Londres, vai se chamar George Alexander Louis, confirmou nesta quarta-feira (24) o Palácio de Kensington, residência oficial dos pais do garoto.
O menino, filho do Príncipe William e da duquesa de Cambridge, Kate Middleton, é o terceiro na linha de sucessão do trono britânico, atrás do seu avô, o Príncipe Charles, e do seu pai, William.
"O duque e a duquesa de Cambridge se comprazem em anunciar que chamaram a seu filho George Alexander Louis", diz o comunicado.
"O bebê receberá o tratamento de Sua Alteza Real Príncipe George de Cambridge."
George era o nome favorito dos britânicos nas casas de apostas, à frente de James.
Era também o nome de George VI, pai da atual Rainha da Inglaterra, Elizabeth II.
O nome saiu relativamente rápido em relação às vezes anteriores.
Os britânicos tiveram que esperar uma semana para saber o nome de William, e um mês para saber o de Charles.
George VII?
Se um dia chegar ao trono e decidir conservar seu nome, ele será o sétimo George na realeza.
Contudo, especialistas especulam que o pai de William, o príncipe Charles, quando chegar ao trono, poderá optar por adotar o nome de George VII.
Batizado
George vai ser batizado no seio da Igreja Anglicana, com uma réplica do traje usado pela filha mais velha da Rainha Victoria em 1841.
O original já não é usado desde 2004, para ser preservado.
Os bebês reais, geralmente, têm cinco padrinhos.
Harry, irmão de William, e Pippa e James, irmãos de Kate, são os candidatos mais prováveis.
William e Kate casaram-se em 29 de abril de 2011, em uma cerimônia suntuosa na tradicional Abadia de Westminster, após 11 anos de relacionamento iniciado na escola.

DJALMA SANTOS MORRE EM MG

Djalma Santos (Foto: Jairo Chagas/Jornal da Manhã)Djalma Santos estava internado desde o dia 1º de
julho (Foto: Jairo Chagas/Jornal da Manhã)
Nos tempos em que lateral tinha como principal função defender, ele foi um visionário. Sua saúde privilegiada e a técnica das mais apuradas ajudaram muito nos avanços ao ataque. Resumo da ópera: duas das cinco estrelas que os brasileiros carregam no peito foram conquistadas com o suor e o brilho de Djalma dos Santos. Por uma questão de praticidade, qualidade típica dos bons laterais, a preposição e o artigo foram abolidos do nome: virou Djalma Santos. Neste 23 de julho de 2013, o craque visto por muitos como o melhor lateral-direito de todos os tempos deixou a vida, aos 84 anos, em Uberaba, interior mineiro, onde morava há duas décadas. Segundo nota divulgada pelo Hospital Dr. Hélio Angotti, o ex-jogador morreu às 19h30  em decorrência de uma pneumonia grave e instabilidade hemodinâmica, culminando com parada cardiorrespiratória. Ele estava hospitalizado desde o dia 1º de julho. O velório será na Câmara Municipal a partir da meia-noite desta quarta-feira. A hora do sepultamento ainda não foi divulgada pela família. 
Bicampeão mundial em 1958 e 1962 e presente nas duas finais, na Suécia e no Chile, Djalma deixa luto mais forte nos torcedores de Palmeiras, Portuguesa e Atlético-PR, os clubes que defendeu. Também esteve nas Copas de 1954 e 1966. Marcou época.
Mosaico Djalma Santos carreira (Foto: Editoria de Arte)
Na década de 1950, Djalma Santos dava sinais do que seria imprescindível para o lateral moderno. Com vigor físico irretocável, o lateral-direito, então posição de defesa, fazia investidas ao ataque e voltava para recompor a linha defensiva. Os laterais perto da área adversária se transformavam em escanteios, pois Djalma Santos os cobrava dentro da área. O acidente em que teve a mão direita prensada por uma máquina o impediu de fazer alguns movimentos, mas, nos arremessos, Djalma transformava o braço em uma alavanca - como ele mesmo gostava de dizer - que impulsionava a bola para dentro da área.
A lateral direita, porém, só surgiu na vida de ‘Santos’, como era chamado ainda no início de carreira na Portuguesa, graças a um concorrente. Na Lusa, Djalma foi meia até 1949, quando Brandãzinho chegou ao time da capital e forçou a ida do bicampeão mundial para a lateral direita, onde se consagraria. O meio-campista inclusive foi um dos responsáveis, juntamente com Djalma Santos, pelos anos de glória da Portuguesa.
Quatro Copas do Mundo, dois títulos
 Com as excelentes atuações na Lusa, Djalma foi convocado para a Seleção Brasileira pela primeira vez em abril de 1952. Era o caminho para a primeira Copa do Mundo, dois anos depois. Apesar do gol de pênalti contra a Hungria, a mais temida do Mundial da Suíça e que estava sob a batuta de Puskas, o Brasil foi derrotado por 4 a 2, no jogo conhecido como a 'Batalha de Berna' por conta da pancadaria entre os jogadores das duas equipes.
A curiosidade ficou por conta do pênalti convertido por Djalma naquela partida. Foi quase uma ordem dos colegas.
- Todo mundo ficou com medo de bater. Saíram e mandaram eu cobrar. Dei sorte de fazer o gol. Mas, se eu perco aquele pênalti, até hoje seria julgado - lembrou o ex-lateral, que bateu forte, no canto direito do goleiro húngaro.
Quatro anos depois, Djalma voltaria a vestir a camisa do Brasil em uma Copa do Mundo, desta vez na Suécia. E com um final diferente. Reserva durante praticamente toda a competição, ele teve a chance de disputar a decisão depois da contusão do titular, De Sordi. E bastaram os 90 minutos daquela partida para a consagração. Com atuação impecável na final, na vitória por 5 a 2 contra a Suécia, Djalma foi eleito o melhor lateral-direito da competição.
A camisa 4 azul usada na final se tornou uma relíquia guardada pelo jogador a sete chaves. Ele falava com carinho sobre o temor que a ausência da amarelinha causou em 58.
- Todos os jogadores ficaram receosos de entrar em campo usando uniforme azul em vez de amarelo. Foi quando o chefe da delegação (Paulo Machado de Carvalho) afirmou que o azul era a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida, então entramos para a partida mais confiantes - relembrava.
Passaram-se mais quatro anos, e surgiu nova Copa do Mundo para Djalma Santos. No Chile, ele foi sempre titular de uma equipe que já chegou à disputa como uma das favoritas. Mesmo sem Pelé, contundido, o Brasil sagrou-se bicampeão mundial. O lateral-direito foi eleito para o time dos sonhos da Copa. No ano seguinte, foi o único brasileiro a integrar a seleção da Fifa - que fez amistoso com a Inglaterra.
Em 1966, disputou sua última Copa do Mundo. Fez parte, inicialmente, da pré-lista de 47 jogadores convocados pelo técnico Vicente Feola. Sobreviveu ao corte que reduziu o número para 22. Mas naufragou com a Seleção. Participou das duas primeiras partidas: vitória de 2 a 0 sobre a Bulgária, com gols de Pelé e Garrincha, e derrota de 3 a 1 para a Hungria. Ficou fora de nova derrota por 3 a 1, desta vez para Portugal, em jogo que eliminou o Brasil da disputa - uma das maiores decepções da história das Copas.

Lusa de todos os tempos e Academia de Futebol
 A carreira de Djalma Santos em clubes brasileiros foi consolidada em três times: Portuguesa, Palmeiras e Atlético-PR. Na Lusa, fez parte de uma das melhores equipes do clube em todos os tempos. A parceria com Julinho Botelho e Brandãozinho resultou na conquista dos torneios Rio-São Paulo, em 1952 e 1955, e Fita Azul, em 1951 e 1953. Djalma Santos fez 434 jogos pela Portuguesa, ficando atrás apenas de Capitão em número de partidas pela Lusa.
Na década de 1960, o craque se juntou a Djalma Dias e Ademir da Guia para formar a famosa Academia de Futebol do Palmeiras. O escrete alviverde, marcado por um futebol didático, de excelência, conquistou o título paulista em 1959, 1963 e 1966, a Taça Brasil, nos anos de 1960 e 1967, e o Rio-São Paulo, em 1965. Nesse mesmo ano, veio a consagração da Academia, quando representou o Brasil em um amistoso contra o Uruguai, na inauguração do Mineirão. E representou bem: vitória por 3 a 0 sobre a celeste olímpica.
Do Palmeiras, Djalma rumou para o Atlético-PR, onde encerrou a carreira aos 41 anos, mas com grande fôlego. Foi campeão estadual em 1970 e ajudou o time a ficar 12 jogos invicto. Em 21 de janeiro de 1971, fez sua despedida dos campos, contra o Grêmio, em um amistoso. Agora, é só saudade.

CANTOR DOMINGUINHOS MORRE EM SP

Ex-mulher de Dominguinhos acompanha velório na Assembleia Legislativa de São Paulo (Foto: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)Ex-mulher de Dominguinhos acompanha velório na Assembleia Legislativa de São Paulo (Foto: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)
O corpo do músico Dominguinhos está sendo velado desde as 6h desta quarta-feira (24) na Assembleia Legislativa de São Paulo, na região do Ibirapuera, na Zona Sul da capital. Segundo a ex-mulher de Dominguinhos, Guadalupe Mendonça, o velório em São Paulo ocorrerá até as 16h. Depois, o corpo seguirá para Recife, onde deverá ser enterrado na sexta-feira (26).
O artista morreu nesta terça-feira (23), aos 72 anos, no Hospital Sírio-Libanês. Ele lutava havia seis anos contra um câncer de pulmão. De acordo com o hospital, o músico morreu às 18h em decorrência de complicações infecciosas e cardíacas.

Ao longo do tratamento, ele desenvolveu insuficiência ventricular, arritmia cardíaca e diabetes. Dominguinhos foi transferido para a capital paulista em 13 de janeiro. Antes, esteve internado por um mês em um hospital no Recife.
Guadalupe afirma ter acompanhado os últimos momentos de Dominguinhos no hospital. Ela conta ter agradecido a ele pela companhia. “Ele foi coberto de muito amor. Ele estava indo e eu dizendo: 'A gente te ama muito. Eu, a Liv (filha), o Luca, que é o nosso neto, e o povo todo te ama muito. Então vai em paz'. Assim, sua obra, sua genialidade e sua generosidade vão ficar perpetuadas na sua música”, disse.
Ainda segundo ela, quando a doença foi diagnosticada, os médicos deram uma expectativa de vida de 6 a 8 meses. Dominguinhos resistiu por quase sete anos “muito felizes”, segundo Guadalupe.
Guadalupe diz ter acompanhado últimos momentos de Dominguinhos (Foto: Letícia Macedo/G1)Guadalupe diz ter acompanhado últimos momen-
tos de Dominguinhos (Foto: Letícia Macedo/G1)
“Fiz muitas loucuras dentro da UTI. Sempre tinha música dele lá dentro", conta ela, que levava um aparelho de som para tocar músicas dele e de artistas que Dominguinhos gostava, como Frank Sinatra. “O gosto musicial dele era muito sofisticado”, disse a ex-esposa.
O baixista Heraldo Trajano, que tocou com Dominguinhos durante 20 anos, considera a morte do músico uma perda muito grande. "Ele sempre tinha uma carta na manga com o talento que ele tinha e sabedoria musical". Segundo Trajano, Dominguinhos já apresentava sinais de que não estava bem durante o último show, no dia 13 de dezembro. "Ele colocou a mão no meu ombro e disse: 'Hoje não estou legal'. O show era para ter uma hora e meia e acabou tendo 45 minutos no máximo". Segundo o baixista, as músicas que Dominguinhos mais gostava de tocar eram "Lamento sertanejo", "De volta pro meu aconchego", "Só quero xodó" e "Retrato da vida".
Biografia
Considerado o sanfoneiro mais importante do país e herdeiro artístico de Luiz Gonzaga (1912-1989), José Domingos de Morais nasceu em Garanhuns, no agreste de Pernambuco. Conheceu Luiz Gonzaga com 8 anos. Aos 13 anos, morando no Rio, ganhou a primeira sanfona do Rei do Baião, que três anos mais tarde o consagrou como herdeiro artístico.
Instrumentista, cantor e compositor, Dominguinhos ganhou em 2002 o Grammy Latino com o “CD Chegando de Mansinho”. Ao longo da carreira, fez parcerias de sucesso com músicos como Gilberto Gil, Chico Buarque, Anastácia e Djavan.
Ainda criança, Dominguinhos tocava triângulo com seus irmãos no trio “Os três pinguins”. Quando ele tinha 8 anos, foi “descoberto” por Gonzagão ao participar de um show em Garanhuns. A “benção” lhe foi dada pelo rei do baião quanto tinha 16 anos.
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 Dominguinhos durante apresentação em São Luis do Paraitinga em 2011. (Foto: José Patrício/Estadão Conteúdo)Dominguinhos em apresentação em São Luís do
Paraitinga (Foto: José Patrício/Estadão Conteúdo)
“Gonzaga estava divulgando para a imprensa o disco 'Forró no Escuro' quando ele me apresentou como seu herdeiro artístico aos repórteres”, lembrou-se Dominguinhos em entrevista ao G1 no fim de 2012. “Foi uma surpresa muito grande, não esperava mesmo.”
De acordo com ele, o episódio aconteceu somente três anos depois de sua chegada ao Rio, acompanhado do pai, o também sanfoneiro Chicão. Mudaram-se para a cidade justamente para encontrar Luiz Gonzaga. “Em cinco minutos, ele me deu uma sanfona novinha, sem eu pedir nada”, prosseguiu. Naquele período, Dominguinhos saiu em turnê com o mestre para cumprir a função de segundo sanfoneiro e, eventualmente, de motorista.
Centenário de Gonzagão
No fim de 2012, Dominguinhos se dedicou ativamente às celebrações dos cem anos do nascimento de Luiz Gonzaga. Durante um show no dia centenário, 13 de dezembro, realizado na terra natal do músico, Exu (PE), Gilberto Gil comentou: “Dominguinhos teve a herança do Gonzaga, que ele incorporou, através das canções, dos estilos, o gosto pelo xote, xaxado”. 
Para Gil, no entanto, Dominguinhos soube trilhar um caminho próprio. “Dominguinhos foi além, em uma direção que Gonzaga não pôde, não teve tempo. Ele foi na direção do início de Gonzaga, o instrumentista, da época das boates do Mangue, no Rio de Janeiro, quando ele tocava tango, choro, polca, foxtrot, tocava tudo, repertório internacional, tudo na sanfona. ”