quarta-feira, 27 de março de 2013

URGENTE: BOMBA EXPLODE EM ESCOLA NO RJ

Bomba explode em escola de botânica na zona sul do Rio

Explosão aconteceu dentro do Jardim Botânico
Uma bomba explodiu na Escola Nacional de Botânica Tropical, no Jardim Botânico, na zona sul do Rio, nesta quarta-feira (27). Apesar da explosão, não houve feridos e a estrutura do prédio não ficou comprometida. Segundo informações do esquadrão antibomba da Polícia Federal, que está responsável pelo caso, foram apreendidos fragmentos do artefato, que tinha características de uma fabricação artesanal.
De acordo com testemunhas, a explosão foi forte e uma fumaça branca tomou conta do local. A bomba estaria dentro de uma caixa próximo a uma escadaria que dá acesso ao salão do local. A Polícia Federal já iniciou uma investigação para apurar quem seria o responsável pela explosão.

O CRIME DA MALA NO RJ: CHOCOU O BRASIL

Manicure diz que não agiu sozinha "Não fiz isso sozinha", disse a manicure Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo, de 22 anos, após ter sido presa em flagrante na casa onde morava.
A manicure, que frequentava a casa da família de João Felipe havia dois anos, confessou o crime. À tarde, ela ligou para a escola do menino, se fez passar pela mãe dele e conseguiu que fosse liberado. João foi morto asfixiado em um hotel.
Suzana apresentou cinco versões diferentes para o crime, entre elas a de que pediria resgate para pagar uma dívida do irmão com traficantes. Ela também alegou que teria tido um caso amoroso com o pai da criança.
Na manhã desta terça, Suzana reafirmou ao G1 que teve um relacionamento amoroso com Heraldo Bichara, mas não quis dizer por quanto tempo.
Manicure Susana do Carmo é acusada de matar criança de 6 anos em Barra do Piraí (Foto: Reprodução / TV Rio Sul)Manicure é suspeita de matar criança
(Foto: Reprodução / TV Rio Sul)
A manicure contou que comentou com o amigo Rafael, taxista, que queria dar um susto no pai do menino para que ele parasse de “ficar atrás dela”. “Ele não era do tipo que sabia ouvir um não”, disse a manicure sobre o pai da criança. O taxista teria chamado um outro homem para participar do “susto”.
Segundo Suzana, este homem, cujo nome ela não informou, teria dito o que ela deveria fazer, o que teria que dizer quando ligasse para a escola.
Embora Suzana tenha dito que não cometeu o crime sozinha, as investigações indicam que ela não teve ajuda de ninguém. O caso continua sendo investigado na 88ª DP (Barra do Piraí).
Conhecida da família
Mapa e cronologia do crime em Barra do Piraí (Foto: Editoria de Arte/G1)
Há dois anos, Suzana frequentava a casa da família da vítima como manicure. Segundo a polícia, por volta de 14h30 de segunda, ela ligou para o Instituto de Educação Nossa Senhora Medianeira, onde o menino estudava. Se fazendo passar pela mãe da criança, teria dito que a babá se enganou ao levá-lo para a escola porque ele precisava ir ao médico e pediu que João Felipe fosse colocado em um táxi. Pouco depois, o corpo da criança foi encontrado em uma mala dentro da casa da manicure.
De acordo com a polícia, Suzana levou a menino para o Hotel São Luiz, no Centro da cidade, e o asfixiou. Para não gerar suspeita, Suzana chamou outro taxista para levá-la em casa. Só que como durante o trajeto, o menino não abriu os olhos, nem se mexeu, o taxista achou estranho e avisou à polícia. As investigações só foram iniciadas depois que a mãe de João Felipe foi à escola buscá-lo no fim da tarde.
Ao G1, a manicure disse que não se identificou quando ligou para o Instituto de Educação Nossa Senhora Medianeira, mas afirmou apenas que o menino teria que ir ao médico. Quando chegaram ao hotel, os dois rapazes que a ajudavam - o taxista e o amigo - decidiram que iam pedir resgate pelo sequestro. A suspeita diz que não concordou e os outros dois disseram que iam ter que “dar um jeito na criança”, porque senão seriam reconhecidos.
A escola alegou ao RJTV que a mulher que ligou se passando ser mãe da vítima tinha riqueza de informações sobre o menino e sobre a rotina da criança. Afirmou ainda que os funcionários não estranharam o pedido de mandar a criança pelo táxi, porque a família tinha o hábito de fazer isso.
De acordo com a polícia, a manicure foi presa em flagrante e indiciada pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, emboscada e por ocultação de cadáver. Ela não tem passagem pela polícia. As investigações revelaram que a manicure agiu sozinha.

Terremoto deixa um morto e 86 feridos em Taiwan


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terça-feira, 26 de março de 2013

CRIANÇA É SEQUESTRADA E MORTA NO RJ

Felipe
Criança foi sufocada com toalha em hotel no centro de Barra do Piraí


O delegado José Mário Salomão, da delegacia de Barra do Piraí (88ª DP), afirmou na noite de segunda-feira (26) que acredita que a manicure suspeita de ter matado o menino João Felipe Bichara, de 6 anos, agiu sozinha. Em depoimento a polícia ela afirmou que teria recebido ajuda de outras pessoas para cometer o crime, mas segundo a polícia essa seria uma estratégia para tentar atrapalhar nas investigações.
— A criança entrou no hotel andando e saiu carregada mole. E só ela entrou no hotel, ninguém mais entrou com ela. Portanto ainda que ela queira criar um participante e queira tumultuar a investigação para tentar buscar impunidade através de várias hipóteses de várias linhas, não cabe mais nenhum agente nesta cena.
Segundo informações da polícia, o menino havia desaparecido no início da tarde de segunda-feira (25). Ele havia sido levado da escola por uma mulher que se passou por madrinha dele. Para conseguir pegar a criança, ela ligou para a unidade se passando por mãe do menino.Ao falar com funcionários, ela comunicou que a madrinha de João Felipe iria ao local pegá-lo para fazer exames.
Como ninguém desconfiou de nada, a mulher foi à escola pegou a criança e foi embora de táxi. A família só soube que o menino não estava na escola uma hora depois. Desesperados, o pais acionaram a Polícia Militar e a Polícia Civil.
Depois de raptar a João Felipe, a suspeita teria levado o menino para um hotel no centro de Barra do Piraí, onde o teria sufocado com uma toalha. Depois do crime, o corpo da criança teria sido levado para a casa dela, em uma mala. Foi lá que a polícia encontrou a vítima, após investigações.
Enquanto a família procurava a criança, a suspeita chegou a ir a casa dos pais de João Felipe se oferecendo para ajudar. Segundo a polícia, ela disse que ficaria no local para atender o telefone, caso os pais quisessem sair para procurar o menino.
Depois que o corpo foi descoberto na casa dela, a mulher confessou o crime e foi presa. Na delegacia, ela deu várias versões. Segundo os agentes, numa delas, ela teria dito que praticou o crime por que precisava de dinheiro. No entanto, a polícia trabalha com a hipótese de vingança.
João Felipe era neto do professor Heraldo Bichara, que já foi secretário de Educação da cidade. Ele já havia perdido a filha assassinada há alguns anos.

segunda-feira, 25 de março de 2013

250 DRONES NO BRASIL

'drones' voam no país sem regra

Levantamento inédito feito pelo G1 mostra emprego civil e militar no Brasil.
Uso dos "aviões-robôs" em ataques militares dos EUA é polêmica mundial.

Tahiane StocheroDo G1, em São Paulo
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A chegada dos drones (Foto: Editoria de Arte / G1)
Mais de 200 drones – veículos aéreos não tripulados (vant, na sigla em português) – estão em operação no Brasil sem que exista regulamentação para o uso civil e comercial destas aeronaves. O número foi obtido a partir de levantamento realizado pelo G1 com fabricantes, importadores, empresas e órgãos de governos estaduais.
Os drones – zangão ou zumbido, em inglês – desempenham funções que antes dependiam de aviões e helicópteros tripulados, buscando maior eficiência e alcance, redução de custo e mais segurança (veja nos vídeos ao lado drones em ação no Brasil e voos dos dois tipos mais comuns).
A nova tecnologia virou polêmica nos Estados Unidos e em todo o mundo depois que o país desenvolveu avançados modelos armados e passou a usar regularmente os "aviões-robôs" para destruir alvos no Oriente Médio.
Milhares de pessoas já foram mortas em ataques de drones, muitas delas inocentes, todas sem julgamento ou chance de defesa. A revista "Time", na edição da última semana de março de 2013, publicou a reportagem intitulada "Então, quem nós podemos matar?" (So, Who Can We Kill?), com um debate sobre a moralidade do uso bélico dos drones. O tema é recorrente nas principais revistas e jornais americanos. Entre membros da Organização das Nações Unidas (ONU), a preocupação é de que mais países passem a utilizar os drones como arma, numa escalada das mortes à distância.
Apesar de popularizado pela controversa utilização militar, é o uso civil dos drones que pode transformar inúmeros serviços. Com formatos e tamanhos variados, o número de máquinas voadoras controladas remotamente deve crescer em ritmo acelerado nos próximos anos no país e no mundo, devido à facilidade de voo, ao baixo custo e às inovações tecnológicas preparadas para cada modelo, como uso de câmeras, filmadores, sensores de raio-x, dentre outros.
Drones Tipos Arte 1 (Foto: Editoria de Arte / G1)
Entusiastas falam em "revolução dos drones" e projetam milhares de aparelhos nos céus, em breve, seja a serviço do governo e de empresas ou para realizar tarefas cotidianas como entregar produtos, regar o gramado, acompanhar crianças até a escola ou guiar turistas pela cidade.
Hoje, distantes das indústrias, estudantes e apaixonados por tecnologia desenvolvem drones artesanais, aproveitando processadores, baterias e componentes retirados de smartphones e outros equipamentos eletrônicos.
Em alguns países, vants são usados para inspeção de linhas de transmissão, de rodovias ou grandes obras por transmitirem imagens em tempo real. Neste caso, são utilizados modelos pequenos, de até 2 kg, que sobrevoam centenas de quilômetros diariamente, bem próximos aos cabos da rede, identificando fios rompidos, ocupações irregulares e outros problemas.
As informações enviadas para a central são precisas, e o serviço de manutenção é acelerado. No Brasil, algumas empresas já estão começando a testá-lo no lugar de helicópteros.
Outro trabalho realizado por drones é o levantamento aéreo de terrenos, para cartografia, geografia e topografia, bem como serviços de filmagem para engenharia, mineração e indústria cinematográfica. Governos fazem uso da novidade principalmente nas áreas de segurança e de prevenção de desastres.
Só a AGX Tecnologia, uma das 15 indústrias que produzem esse tipo de aeronave no Brasil, diz ter vendido mais de 100 vants desde 2005, de acordo com o diretor Adriano Kancelkis. Entre os clientes estão órgãos públicos, consultorias ligadas ao ramo ambiental e fazendeiros que usam os drones para monitorar lavouras.

Outra empresa, a BRVant, já vendeu ao menos 35 para militares, agricultores e órgãos públicos, e também exportou outros para a América Latina. Segundo o proprietário, o engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) Rodrigo Kuntz, a falta de entendimento entre Aeronáutica e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre as regras necessárias para que esses aviões possam operar e serem certificados impede que as vendas sejam maiores.
'Assassinato sem julgamento'
Os Estados Unidos perceberam o potencial militar e passaram a usar drones para atacar alvos suspeitos de terrorismo no Afeganistão, Paquistão, Iêmen, Somália, além de monitorar outros países. A eficácia das missões é contestada por organizações de direitos humanos, que apontam um grande número de inocentes entre as vítimas e contestam a legalidade do recurso. Críticos falam em "assassinatos sem julgamento", "guerra suja" e "violação das leis internacionais".
drone vant predato (Foto: Reuters)Predator é um drone de guerra desenvolvido para a
Força Aérea dos Estados Unidos(Foto: Reuters)
O aumento exponencial do uso da tecnologia dos drones em diversas situações representa um verdadeiro desafio para o direito internacional atual"
Ben Emmerson, relator de investigação das Nações Unidas (ONU) sobre uso de drones
A Fundação Nova América, baseada em Washington, contabiliza 350 ataques desde 2004, a maioria durante o governo de Barack Obama, com número de mortos entre 1.963 e 3.293, incluindo entre 261 e 305 civis. Segundo o Escritório de Jornalismo Investigativo, em Londres, o número de vítimas fatais em ataques americanos com drones é maior, entre 2.627 e 3.457, sendo entre 475 e 900 civis. No dia 20 de fevereiro, o senador republicano Lindsey Graham, defensor do uso de drones em ataques militares, disse que o número de mortos soma cerca de 4.700 pessoas, incluindo inocentes.
A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou em janeiro uma investigação sobre as vítimas civis de disparos de drones e pretende identificar possíveis casos de "execuções extrajudiciais". Segundo o relator especial Ben Emmerson, "o aumento exponencial do uso da tecnologia dos drones em diversas situações representa um verdadeiro desafio para o direito internacional atual".
Na sociedade americana, houve manifestações por maior transparência nas regras usadas para os ataques. Segundo a ONU, 51 países já possuem essa tecnologia e há preocupação de que outros países resolvam usar o drone como arma além das fronteiras, como fazem os EUA, sem um inimigo claro. Em meio à pressão, Obama reconheceu que os americanos "merecem saber mais sobre os ataques" e prometeu trabalhar junto ao Congresso.
Os Estados Unidos possuem mais de 7.800 drones ao redor do mundo. Um terço do total de aeronaves da força aérea do país não é tripulado, e quase metade dos pilotos em formação vai comandar esse tipo de equipamento futuramente.
Drones Cronologia Arte 2 (Foto: Editoria de Arte / G1)
Avião-robô é realidade no Brasil
O uso militar e principalmente as aplicações civis dos veículos aéreos não tripulados fizeram o Brasil investir na nova tecnologia, transformando-se em um centro emergente de pesquisa, fabricação e utilização de drones.
O Brasil conta com 15 das 44 indústrias de drones na América Latina e reúne ao menos outras 5 empresas desenvolvendo sistemas, segundo a Associação Internacional de Veículos Não Tripulados (AUVSI) e a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde).
Apesar de pouco conhecidos e discutidos, os drones são realidade em vários setores do país, sendo usados nas áreas de energia, mineração, agricultura, rodovias e construção civil, além de ajudar no trabalho de órgãos policiais, ambientais e de defesa civil. Centros de pesquisa e desenvolvimento de projetos, montados em universidades com financiamentos do governo e da iniciativa privada, trabalham na construção de vants dos mais variados tamanhos, formas e serventias. Outros modelos são importados de países que já usam drones há mais tempo.
PF usa para fazer prisão no Paraná
No final de 2012, a Polícia Federal utilizou um vant israelense para seguir uma embarcação suspeita na tríplice fronteira com o Paraguai e a Argentina, em uma operação sigilosa contra o tráfico de drogas e o contrabando de armas.

A aeronave transmitiu em tempo real imagens de boa qualidade, feitas à noite, a investigadores do Núcleo Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal (Nepom), que puderam realizar a prisão em flagrante dos criminosos. Outra ação usando o equipamento também teve êxito, e suspeitos de tráfico em região próxima à Usina de Itaipu foram presos.
A PF não deu maiores detalhes das operações, mas disse que o drone israelense tem custo operacional até 10 vezes inferior ao de um helicóptero tripulado. As duas unidades do modelo Heron, fabricados pela Israel Aerospace Industries Ltd (IAI), chegaram ao Brasil em 2010 ao custo de aproximadamente R$ 80 milhões cada. Os vants ficam alojados na Base Aérea de São Miguel do Iguaçu (PR) e são os únicos de uso civil certificados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no país.

Bope receberá em 2013
O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e a Defesa Civil do Rio de Janeiro vão contar ainda em 2013 com cinco unidades de um drone produzido pelo governo em parceria com o Instituto Militar de Engenharia (IME), do Exército. A aeronave foi utilizada durante as chuvas na Região Serrana e no distrito de Xerém, em Duque de Caxias, no início do ano.
A aeronave não tripulada irá revolucionar o trabalho de prevenção a desastres"
Coronel Douglas Paulich Júnior,
da Defesa Civil do Rio de Janeiro
É uma ferramenta maravilhosa, tanto para o patrulhamento de rodovias, acompanhamento de queimadas, quanto para inteligência, para monitorar ações de traficantes"
Capitão Arlindo Bastos de Miranda Neto,
da Polícia Militar da Bahia
Com o vant, ganha-se muito em relação a corte de despesas e segurança, quando se compara com o uso de um helicóptero. O vant pode obter imagens de alta qualidade com um custo operacional por hora de R$ 10"
Adriano Kancelkis,
diretor da fabricante AGX
"As imagens captadas por ela nos deram um conjunto rico de informações sobre onde era prioritário atuar, onde havia entulhos a serem retirados e para mapear o terreno e entender o que havia ocorrido", afirma o coronel Douglas Paulich Júnior. "A aeronave não tripulada irá revolucionar o trabalho de prevenção a desastres".
A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que o projeto de operação dos vants ainda está em estudo e que ainda não há conclusão sobre como os aparelhos serão empregados.
O modelo tem dois metros de envergadura e é elétrico, com alcance de 10 quilômetros e uma hora de autonomia de voo. Cada equipamento custa R$ 180 mil e transmite imagens em tempo real para uma espécie de óculos usado pelo operador em terra.
"Pretendemos fazer um vant brasileiríssimo, 100% nacional, inclusive com os sistemas e os sensores. Além da produção, vamos treinar os pilotos da polícia e dos bombeiros. O Bope separou até um grupo para um curso de três meses. Nosso objetivo é que saibam operar com segurança", diz o major Jacy Montenegro Magalhães Neto, gerente do projeto no IME.

PM usa na área ambiental em SP
A Polícia Militar de São Paulo comprou dois modelos da empresa AGX em 2012 e aguarda certificação dos equipamentos junto à Anac para usar na área ambiental.

Como teste, os drones foram usados para monitorar uma embarcação em área de exploração proibida e registrar em imagens os trabalhos ilegais realizados nas margens de um rio. A PM também estuda o uso para policiamento e no apoio a bombeiros em operações de salvamento no mar.
O comando da PM da Bahia está criando, dentro do seu grupamento aéreo, uma subunidade encarregada de planejar como os vants poderão ajudar no combate ao crime na divisa com Pernambuco, em uma região conhecida como Polígono da Maconha. "Já empregamos em testes e vamos adquirir alguns aviões ainda em 2013. É uma ferramenta maravilhosa, tanto para o patrulhamento de rodovias, acompanhamento de queimadas, quanto para inteligência, para monitorar ações de traficantes", diz o capitão Arlindo Bastos de Miranda Neto.
Drone para inspeção de energia
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) já investiu R$ 4 milhões para construir um drone, em parceria com a Fundação para Inovações Tecnológicas (Fitec), visando à redução de custos na inspeção de redes de transmissão de energia, hoje feita com helicópteros. Com possibilidade de viajar até 100 quilômetros, voando a 150 metros do solo para obter imagens detalhadas nas missões de inspeção, o protótipo ainda passa por testes e aguarda licença da Anac para operar.
"Já é possível, com ele, identificar casos de invasão de faixa de servidão (área abaixo e próxima da linha de transmissão que não pode ter ocupação), de realizações de obras, com movimentação de terras, próximos às estruturas, de ocorrências de erosões no pé da torre e de vegetações abaixo da linha, coisas que podem colocar em risco o sistema elétrico", afirma Jaelton Avelar Fernandino, gerente de Gestão Tecnológica da Cemig.
Drones indústria Arte 3 (Foto: Editoria de Arte / G1)
O emprego do vant no Brasil é muito promissor, principalmente para fotos aéreas, planejamento urbano, controle de tráfego de rodovias, identificação de pontos críticos em estradas ou em grandes obras, controle de plantações ou na pecuária"
Luiz Munaretto, diretor da Organização Brasileira para o Desenvolvimento da Certificação Aeronáutica (DCABR)
A Petrobras firmou uma parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para criar um drone apto a fiscalizar mais de 14 mil quilômetros de faixas de oleodutos, trabalho hoje realizado a pé pelos técnicos da empresa. O objetivo é desenvolver um aparelho capaz de verificar possíveis invasões e irregularidades, avaliar danos que possam colocar em risco a distribuição de óleo e agilizar os trabalhos de manutenção. Testes preliminares foram feitos em uma área do Exército no Rio de Janeiro, mas a decisão sobre adotar ou não os drones ainda não foi tomada.
"Ainda não temos a dimensão de quanto um vant pode reduzir custos e nos garantir rapidez na identificação de problemas. Isso só será possível quando levarmos para o uso real em um processo sistemático. Espero que até 2014 consiga ter uma avaliação, para que a empresa decida ou não como empregar a aeronave", diz Heitor Araujo, do departamento de tecnologia da Petrobras.
A Energia Sustentável do Brasil, consórcio que administra a construção da Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, usou drones para monitorar a retirada da vegetação do reservatório da usina. As imagens localizaram áreas de desmatamento ilegal na floresta amazônica e foram entregues ao Ibama para avaliação.
Na agricultura, drones são usados por empresas que atuam com levantamentos topográficos, mapeamento aéreo, consultoria ambiental, controle de pragas, correção de problemas, entre outros serviços. Diversas empresas investem no desenvolvimento de sistemas sofisticados de sensores e de gravação e transmissão de dados.
A AGX, empresa que desde 2002 foca no uso agrícola dos drones, já vendeu modelos para vigilância de usinas de cana de açúcar e para agricultura de precisão. Os vants tem preços que variam entre R$ 60 mil e R$ 800 mil, dependendo das configurações e do tipo de sistema instalado, e podem voar até quatro horas seguidas. Entre os clientes, além de empresas e de cooperativas, estão fazendeiros que fazem uso particular dos dispositivos.
Um novo modelo, construído em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), o Centro Tecnológico do Exército (CTex) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) foi lançado há poucos dias com uma novidade: um airbag capaz de proteger a aeronave em pouso vertical.
"Com o vant, ganha-se muito em relação a corte de despesas e segurança, quando se compara com o uso de um helicóptero. O vant pode obter imagens de alta qualidade com um custo operacional por hora de R$ 10. Enquanto que a hora de um voo de helicóptero fica em R$ 1.500 ou mais", afirma Adriano Kancelkis, diretor da AGX.
"O emprego do vant no Brasil é muito promissor, principalmente para fotos aéreas, planejamento urbano, controle de tráfego de rodovias, identificação de pontos críticos em estradas ou em grandes obras, controle de plantações ou na pecuária", diz Luiz Munaretto, diretor da Organização Brasileira para o Desenvolvimento da Certificação Aeronáutica (DCABR), que trabalha em parceria com a Anac para regulamentar o uso de drones no país.
FAB usa vant israelense (Foto: Ministério da Defesa/divulgação)FAB usará vant israelense em ações de segurança
na Copa (Foto: Ministério da Defesa/divulgação)
O drone é a evolução do poder de combate, ele sintetiza tudo [...] É uma arma completa"
General Alvaro Pinheiro,
especialista em terrorismo
Copa do Mundo e Olimpíada
Em 18 de fevereiro, a Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu dois aviões não tripulados feitos pela empresa israelense Elbit, que custaram R$ 48,174 milhões e serão montados em Santa Maria (RS), de onde devem operar a partir de março. Sem serem equipados com armas, os modelos vão reforçar a segurança nas sedes da Copa do Mundo de 2014 e na Olimpíada de 2016. Em junho deste ano, o sistema será testado durante a Copa das Confederações.
Até 2014 deve ficar pronto o Falcão, drone de mais de 800 kg que está sendo produzido pela brasileira Avibras com investimento do Ministério da Defesa e que será vendido pela Harpia (parceria da Embraer, Avibras e a israelense Elbit).

O modelo está entre os favoritos para ser adquirido pelos militares brasileiros. Um dos projetos, inclusive, é equipar o vant com mísseis e bombas para fins de combate.
"O drone é a evolução do poder de combate, ele sintetiza tudo. Ele tem sensores capazes de localizar qualquer coisa, consegue transmitir a informação em tempo real para qualquer lugar – o que só o drone é capaz – e pode neutralizar e eliminar a ameaça naquele exato momento. É uma arma completa", diz o general Alvaro Pinheiro, especialista em terrorismo e defensor da capacidade brasileira em operar drones com armas.
"O projeto existe, mas vai ficar para o futuro. Por enquanto, o foco prioritário é vigilância e monitoramento. O assunto é ainda bastante delicado. Precisamos primeiro avançar na atuação de vants de reconhecimento", afirma Renato Tovar, diretor da Avibras.
Entre as ações militares que as Forças Armadas planejam fazer empregando drones também estão o monitoramento de fronteiras, a segurança de instalações estratégicas como usinas e plataformas, a proteção da Amazônia, e a defesa da costa brasileira.
Fim da privacidade e riscos à aviação
A capacidade de circular sem serem percebidas, guiadas remotamente a partir de informação recebida por sensores e câmeras, faz com que os drones sejam motivo de desconfiança. Em vários países há debate sobre ética e moral no emprego de drones, principalmente no que se refere a questões de privacidade.
Há temor de que a falta de transparência no uso dos veículos encubra possíveis abusos no monitoramento de áreas e pessoas, com interceptação de conversas telefônicas, fotografias e filmagens feitas de maneira irregular. Países e indústrias já estão sujeitos à espionagem, por exemplo.
Produzido pela Avibras, drone Falção é uma das opções do Exército (Foto: Avibras/Divulgação)Produzido pela Avibras, o drone Falção é uma das
opções para o Exército (Foto: Avibras/Divulgação)
Devido aos novos desafios e características associadas ao voo remoto, são necessárias adequações na regulamentação deste tipo de aeronave para garantir níveis de segurança"
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)
drone vant cemig (Foto: Cemig/Divulgação)Companhia de energia de Minas Gerais usa vant
para inspecionar linhas (Foto: Cemig/Divulgação)
O maior desafio, no mundo todo, é tentar integrar a aeronave remotamente pilotada às aeronaves pilotadas"
capitão José Augusto de Almeida,
do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)
A verdade é que a tecnologia dos drones avança mais rapidamente do que o mundo é capaz de refletir sobre o seu uso e seus benefícios, abrindo espaço para projeções paranóicas de um futuro em que não será possível escapar do raio de ação dos drones. Com os céus repletos de pequenas aeronaves equipadas com alta tecnologia, como saber quem está operando o aparelho, quais informações estão sendo recolhidas e que usos serão feitos desses dados?
As autoridades temem ainda o risco de colisão com aviões e obstáculos aéreos, bem como a possibilidade de que o equipamento caia sobre áreas habitadas, colocando em risco a vida de pessoas em solo. Controlados de uma cabine, os drones circulam sem garantia de que os operadores tenham total conhecimento da situação no ar.
"Vant é como um avião. Não se pode impor as mesmas regras para um ultraleve e para um Airbus voarem. São tipos e tamanhos diferentes, com funções diferentes. Há vants pequenos e grandes, usados para coisas diferentes", explica o engenheiro Flávio Araripe, referência no tema no Brasil desde 1980, quando começou a estudar drones dentro da Aeronáutica.
O caminho seguro para que vants consolidem-se como ferramentas benéficas à sociedade é a regulamentação e a fiscalização das aeronaves e de seus operadores. O responsável pelo controle da aviação civil nos Estados Unidos deve divulgar ainda em 2013 normas referentes aos voos domésticos de drones. Vários países aguardam o documento para servir de base na criação de suas próprias leis.
Atualmente, a operação civil ainda é bem controlada nos Estados Unidos, restrita a liberação de licenças individuais e proibida em regiões habitadas.
No Brasil, a Anac reconhece a importância do uso civil dos drones, tanto para indústria como para a sociedade, mas afirma que, "devido aos novos desafios e características associadas ao voo remoto, são necessárias adequações na regulamentação deste tipo de aeronave para garantir níveis de segurança".
Na prática, apesar da pressão de empresas do setor, apenas os dois vants da Polícia Federal estão aptos a voar após terem recebido um Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave), expedido para casos especiais, garantia de que a agência fez a avaliação do projeto técnico e de aeronavegabilidade, atestando as condições de segurança da aeronave.
A agência esclarece que, mesmo nos países em que existe a regulamentação sobre o tema, ainda há limitações na legislação devido à inexistência de especificações de aparelhos e de seus operadores, "que vão desde os critérios técnicos que um projeto deve atender até o treinamento necessário para as pessoas envolvidas", garantindo "que os vants possam ser integrados com segurança no espaço aéreo".
Tanto as normas da Anac quanto as regras do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Aeronáutica, proíbem totalmente o voo de drones sobre cidades brasileiras. As demais operações precisam ser comunicadas à Aeronáutica com antecedência de 15 a 30 dias, para evitar que os veículos dividam o espaço aéreo com aviões comerciais.
"Nenhum país atualmente permite voo livre de vant. Sempre é um processo de autorização especial, concedido caso a caso. O maior desafio, no mundo todo, é tentar integrar a aeronave remotamente pilotada às aeronaves pilotadas", afirma o capitão José Augusto de Almeida, do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), um dos especialistas do tema no país.
Em outubro de 2012, a Anac publicou no Diário Oficial a Instrução Suplementar (IS) 21-002, que prevê requisitos básicos para certificar os veículos. Drones totalmente autônomos são proibidos. Interessados em obter a licença devem enviar para a agência informações sobre o modelo e o propósito da operação.
O Brasil lidera na América do Sul, e também desponta no mundo, com iniciativas que envolvem o acesso de aeronaves remotamente controladas ao espaço aéreo"
John Scull Walker, que integra um grupo que propõe regras para o uso de drones nos EUA
O governo brasileiro está sendo o mais ativo na América Latina na abertura de seus céus para as vantagens e benefícios de aeronaves remotamente controladas"
Gretchen West, vice-presidente da Associação Internacional de Veículos Não Tripulados (AUVSI)
"O Brasil lidera na América do Sul, e também desponta no mundo, com iniciativas que envolvem o acesso de aeronaves remotamente controladas ao espaço aéreo. É um tema que envolve várias preocupações com a segurança", diz John Scull Walker, que integra um grupo que propõe regras para o uso de drones dentro dos Estados Unidos e outro que discute e regula internacionalmente o tema.
"O governo brasileiro está sendo o mais ativo na América Latina na abertura de seus céus para as vantagens e benefícios de aeronaves remotamente controladas e também no crescimento da indústria. No mundo todo, a regulação é restritiva em relação a áreas urbanas e a aplicação, apesar de crescente, é ainda muito limitada", diz Gretchen West, vice-presidente da Associação Internacional de Veículos Não Tripulados (AUVSI).
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não informa o número de vants no país porque o cadastro de aviões experimentais, usado para as aeronaves remotamente pilotadas, também engloba outros tipos de modelos, não sendo possível separar só os drones. Em 2012, a Anac tinha registrado 4.750 aeronaves experimentais. Apenas as duas unidades usadas pela PF, no entanto, estão autorizadas a voar.
Com o "boom" dos drones, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos expediu, desde 2007, mais de 1.400 licenças de operação para veículos de uso doméstico, sendo que 327 seguem listados como "ativos". Boa parte dos pedidos foi feito por unidades policiais, universidades, agências federais e departamentos de transporte. Só a agência responsável pela proteção das fronteiras conta com dez aeronaves para monitoramento dos limites com o México e o Canadá.
Estados Unidos, Israel, Irã, Rússia, China, Inglaterra, Itália e Paquistão lideram a produção e a utilização militar de drones, segundo a Federação Global UVS International, enquanto que Austrália, Canadá, França, Inglaterra e Espanha figuram entre os países mais avançados no uso civil e comercial das aeronaves.

PETROPOLIS EM ESTADO DE EMERGÊNCIA NO RJ

Governo federal decreta estado de emergência em Petrópolis

Humberto Viana, Secretário Nacional de Defesa Civil, reconheceu situação.
Presidente Dilma Rousseff estárá na cidade nesta segunda-feira (25).


O Secretário Nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, publicou no Diário Oficial a Portaria de nº 40, decretando o estado de emergência em Petrópolis, Região Serrana, após a chuva do último fim de semana, que deixou 33 mortos. O ato ocorreu neste último domingo (24), dia em que a tragédia completou uma semana.
Com a melhora no tempo, técnicos da Defesa Civil puderam sobrevoar áreas atingidas pela tempestade e ter um panorama geral dos estragos. Segundo um levantamento feito pela prefeitura do município, mais de mil pessoas permanecem desalojadas, e pelos menos 15 mil famílias ainda se encontram em áreas consideradas de risco.
Confira, na íntegra, a nota publicada no Diário Oficial:
"PORTARIA Nº 40, DE 22 DE MARÇO DE 2013
Reconhece situação de emergência por procedimento sumário no Município de Petrópolis-RJ.
O SECRETÁRIO NACIONAL DE DEFESA CIVIL, com base no Decreto nº 7.257, de 04 de agosto de 2010, Art. 7º, § 3º, no uso da competência que lhe foi delegada pela Portaria Ministerial nº 1.763-A, de 07 de novembro de 2008, publicada no Diário Oficial da União, Seção 2, de 23 de dezembro de 2008, e Considerando o Decreto Municipal nº 039, de 19 de março de 2013, de Petrópolis, Considerando ainda as demais informações constantes no processo nº 59050.000270/2013-09, resolve:
Art. 1º Reconhecer, em decorrência de deslizamentos de solo e/ou rocha, COBRADE: 1.1.3.2.1, a situação de emergência no Município de Petrópolis.
Art. 2º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.
HUMBERTO VIANA"
Cães farejadores auxiliaram nas buscas pelos desaparecidos (Foto: Felipe Carvalho)Durante toda a semana, agentes da Defesa Civil, militares do Corpo de Bombeiros e do Exército trabalharam na busca dos corpos das vítimas da tempestade (Foto: Felipe Carvalho)

Dilma Rousseff vai a Petrópolis
A presidente Dilma Rousseff, assim como o governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral, deve ir a Petrópolis nesta segunda-feira para a missa de sétimo dia das vítimas da tragédia. Eles também se reunirão com autoridades para definir quais medidas serão tomadas para evitar outras mortes.
O evento está marcado para as 17h, na Catedral Metropolitana, no Centro.

Defesa Civil sobrevoa áreas atingidas pelas chuvas em Petrópolis, RJ

Defesa Civil sobrevoa áreas atingidas pelas chuvas em Petrópolis, RJ

Segundo prefeitura, pelo menos 15 mil famílias estão em áreas de risco.
Técnicos preparam relatório sobre condições geológicas da cidade imperial


Neste domingo (24), técnicos das Defesa Civil sobrevoaram as áreas atingidas pelo temporal em Petrópolis, na Região Serrana Rio de Janeiro. Do alto foi possível avaliar melhor os estragos provocados pelos deslizamentos após as chuvas da madrugada da última segunda-feira (18), que deixaram 33 mortos.
Segundo levantamento feito pela prefeitura, pelo menos 15 mil famílias estão em áreas consideradas de risco. No bairro Caxambu, as pessoas acenavam para o helicóptero em um imóvel que por pouco não foi levado pelo deslizamento.
Técnicos do Departamento de Recursos Minerais do Rio de Janeiro preparam um relatório sobre as condições geológicas de Petrópolis. O documento vai ser entregue à Defesa Civil e servirá como base para a criação de estratégias de defesa contra novos temporais.
De acordo com a prefeitura, 1064 pessoas continuam desalojadas e vivem em 18 abrigos espalhados pela cidade. Nesta segunda-feira (25), a presidente Dilma Roussef deve ir a Petrópolis para a missa de sétimo dia das vitimas da chuva. Na agenda presidencial está programada também uma reunião com autoridades para avaliar medidas que serão adotadas para evitar novas mortes.
A missa em memória aos 33 mortos está marcada para às 17h, na catedral. A presidente e o governador, Sérgio Cabral, também devem sobrevoar os bairros atingidos.

DESLIZAMENTO EM TERESOPOLIS NO RJ

Chuva em Teresópolis, RJ, causa alagamentos e deslizamentos de terra

Tempestade atingiu os bairros da cidade durante o sábado.
Cerca de 80 homens da prefeitura faziam a limpeza das vias públicas.


A chuva forte, deste sábado (23), acionou as sirenes de segurança e deixou áreas alagadas e provocou deslizamentos em Teresópolis, Região Serrana do Rio de Janeiro, depois que o rio que corta o bairro Meudon transbordou. Durante a enchente, a água ameaçou alagar lojas e casas da região. Na rua Paraguaçu, a correnteza destruiu o calçamento.
No domingo (24), o bairro amanheceu coberto de lama e cerca de 80 homens da prefeitura fizeram a limpeza das vias públicas. Um dos locais mais atingidos pelo deslizamento de terra foi o bairro Vale da Revolta que teve os acessos ao local comprometidos.
O presidente da Associação de Moradores informou que cerca de 200 pessoas precisaram sair de casa depois que as sirenes tocaram. Os moradores se abrigaram na sede da associação, onde também funciona o ponto de apoio do bairro.
Nesta segunda-feira (25), a Defesa Civil municipal e estadual fazem vistorias e conversam com moradores. No sábado, dez ocorrência foram registradas em Teresópolis e no domingo, até o meio dia, outras oito haviam sido registradas. Um levantamento detalhado sobre os riscos dessas áreas será feito pelo Governo do estado do Rio de Janeiro.
No bairro Rosário, segundo a associação de moradores, mais de três mil imóveis estão localizados em áreas de risco. O presidente do núcleo de Defesa Civil Comunitário, acredita que mais pessoas ainda possam procurar o ponto de apoio pois há previsão de chuva para os próximos dias.

DESLIZAMENTO DE TERRA MATA 24 NA INDONESIA

Deslizamento de terra deixa 6 mortos e 18 desaparecidos na Indonésia

De acordo com o governo, tragédia foi provocada por fortes chuvas.
Avalanche de terra destruiu ao menos nove casas

Pelo menos seis pessoas morreram e outras 18 estão desaparecidas após um deslizamento de terras na ilha de Java, na região Oeste da Indonésia, informaram nesta segunda-feira (25) as autoridades locais.
O porta-voz da Agência de Gestão de Desastres da Indonésia, Sutopo Purwo, disse que as "fortes chuvas registradas nesta manhã no distrito oeste da cidade de Bandung (a 120 quilômetros de Jacarta) provocaram o desmoronamento". Purwo acrescentou que a avalanche de terra também destruiu nove casas.
Os deslizamentos de terra são frequentes durante a estação chuvosa na Indonésia, onde todos os anos morrem centenas de pessoas por causa deste tipo de acidentes

domingo, 24 de março de 2013

CHUVA TIRA 40 PESSOAS DE CASA EM ANGRA DOS REIS, RJ

Chuva provoca deslizamentos em Angra dos Reis, no RJ

Queda de barreira provocou interdição da Rodovia Rio-Santos.
Ainda não há informações sobre feridos

Ponte da Banqueta desabou em Angra dos Reis (Foto: Divulgação/ Defesa Civil)Ponte da Banqueta desabou em Angra dos Reis (Foto: Divulgação/ Defesa Civil)
A chuva forte provocou na madrugada deste domingo (24) ao menos três deslizamentos na cidade de Angra dos Reis, na região da Costa Verde, no Rio de Janeiro, um deles interditou a rodovia Rio-Santos, na altura de Santa Rita do Bracuhy. Os outros dois foram registrados no Morro do Abel.
Ainda não há informações sobre feridos. Durante a madrugada, a Subsecretaria de Comunicação de Angra dos Reis chegou a informar que havia 37 pessoas desalojadas. Às 9h50, a prefeitura informou que não há mais desalojados. A escola do Bracuhy, que estava sendo usada como abrigo, já foi fechada e as pessoas atingidas pelo alagamento já retornaram as suas casas.
Ponte da Banqueta desabou em Angra dos Reis (Foto: Divulgação/ Defesa Civil)Ponte da Banqueta desabou em Angra dos Reis (Foto: Divulgação/ Defesa Civil)
Equipes de vistoria da Defesa Civil estão percorrendo a cidade atendendo chamados da população para vistorias.A ponte da Banqueta, que já estava restrita à passagem de pedestres, desabou completamente. Equipes do Serviço Público estão no local montando uma operação de emergência para assegurar a passagem de pedestres apenas.
A rodovia Rio-Santos teve o trânsito liberado na altura da Santa Rita do Bracuhy, mas por volta de 9h50 estava parcialmente interditada na altura da curva da Monsuaba devido à queda de barreira. O DNIT e a Polícia Rodoviária Federal foram acionados. Na estrada do Contorno, continua fechado o acesso na altura da Praia das Gordas.
De acordo com o subsecretário de Comunicação, Klauber Valente, choveu forte por aproximadamente cinco horas. Ele afirmou ainda que a Defesa Civil municipal está em estado de alerta e segue fazendo os atendimentos de emergência. Em quatro horas, foi registrado acúmulo de 100 mm.
De acordo com Valente, houve alagamentos em várias localidades, principalmente no Condomínio Morada do Bracuhy, Belém e na rua Rio Bonito (Japuíba). No Morro da Glória I, a chuva provocou uma queda de muro, que atingiu uma residência, mas não houve vítimas.

Chuva tira 37 pessoas de casa em Angra dos Reis

Temporal provocou ao menos três deslizamentos
O município de Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, foi atingido por uma chuva forte entre a noite de sábado (23) e madrugada deste domingo (24). Segundo a Defesa Civil da cidade, o temporal provocou ao menos três deslizamentos, mas não informações de feridos ou mortos na região.

Os três pontos atingidos foram: Costeirinha, praia das Gordas e Tanguá. Uma queda de barreira também chegou a interditar a rodovia Rio-Santos, na altura de Santa Rita do Bracuhy.

Ainda de acordo com Defesa Civil de Angra dos Reis, ao menos 37 pessoas estão desalojadas na cidade. Eles foram encaminhados para abrigos da prefeitura.
No réveillon de 2010, 53 pessoas morreram vítimas de deslizamentos de terra em várias regiões de Angra dos Reis, após um forte temporal. As áreas mais afetas na época foram: a enseada do Bananal, em Ilha Grande, onde uma pousada foi soterrada, e o morro da Carioca, de 21 pessoas morreram.
Petrópolis
Menos de uma semana após a forte chuva que já provocou as mortes de 33 pessoas, a chuva voltou a castigar a cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio na tarde deste sábado (23). Choveu forte durante aproximadamente 20 minutos e as sirenes de pelo menos três áreas de risco foram acionadas.
A chuva forte caiu pouco antes das 15h. A rua Coronel Veiga, uma das principais do centro da cidade, ficou alagada. Não foram registradas ocorrências, como deslizamentos de terra.
Alguns moradores dos bairros Independência, Quitandinha e Taquara foram orientados a deixar suas casas pela Defesa Civil. Os rios Quitandinha, em Petrópolis, e Paquequer, em Teresópolis, estão em alerta alerta máximo para risco de transbordamento.
Até a manhã deste sábado, a cidade de Petrópolis ainda tinha 1.179 pessoas em abrigos, entre desabrigados e desalojados. A informação foi confirmada pela prefeitura. Na noite de sexta (22), uma chuva forte voltou a atingir a cidade. A Defesa Civil acionou todas as sirenes de alerta para deslizamentos e enxurradas do município. No entanto, pela manhã os moradores já haviam sido liberados para voltar para suas casas.
Rio de Janeiro entra em estágio de atenção
A cidade do Rio de Janeiro entrou em estágio de atenção às 7h50 deste sábado (23). A informação é do Centro de Operações da prefeitura. A mudança de estágio ocorreu devido à aproximação de áreas de instabilidade associadas à frente fria que já atua na cidade. O estágio de atenção é o segundo nível em uma escala de quatro e significa a possibilidade de chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas.