sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

GUERRA NO RJ:Bandidos tentam sequestrar delegado

Bandidos tentam sequestrar delegado na Ilha do Governador

Um dos criminosos foi preso após perseguição; PM e Civil buscam suspeitos
O delegado Cláudio Ferraz, que comanda a Coordenadoria Especial de Transportes Complementar da Prefeitura do Rio, sofreu uma tentativa de assalto na manhã desta sexta-feira (1º), no Jardim Guanabara, Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro. Um bandido foi preso e um homem que não tinha relação com o crime foi baleado pelos criminosos.

De acordo com a Polícia Civil, o carro da coordenadoria, onde estavam o ex-delegado da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas) e mais dois agentes, foi cercado por quatro homens armados por volta das 9h. Como o automóvel é blindado, eles romperam o bloqueio dos bandidos e entraram em contato com a Central de Operações de Segurança, que acionou as policias Civil e Militar.

Imediatamente, segundo a polícia, um bloqueio foi montado na saída da Ilha do Governador. Ao perceber a movimentação de veículos, a quadrilha tentou escapar e bateu em um automóvel. O motorista, que seguiu o carro para reclamar do acidente, foi baleado no braço.

Na perseguição, os criminosos atiraram também contra os policiais. O veículo dos bandidos foi abandonado na altura da Vila dos Sargentos, próximo ao aeroporto internacional após enguiçar. Os assaltantes fugiram a pé.

As polícias Civil e Militar realizaram operação deste o início da tarde desta sexta-feira no local em busca dos criminosos. Yago Santos Lima, 21 anos, foi preso e será indiciado por tentativa de roubo, tentativa de homicídio e resistência armada.

A perícia do veículo utilizado pelos criminosos, que havia sido roubado em 11 de janeiro, em São Pedro da Aldeia, região dos Lagos, foi realizada. Um segundo integrante da quadrilha foi identificado através de impressão digital

CHUVA FORTE EM CAMPOS ROMPE DIQUE NO RJ

Correnteza rompe manilhas, e asfalto cede em rodovia de Campos, RJ

Trecho precisou funcionar em meia pista durante manhã desta sexta (1).
Reconstrução pode durar até três semanas, segundo concessionária responsável.


A forte chuva que atingiu a cidade de Campos dos Goytacazes na madrugada desta sexta (1) provocou uma erosão no asfalto da Rodovia Amaral Peixoto, na RJ-106. Segundo o Batalhão de Polícia Rodoviária, o asfalto cedeu quando a correnteza do rio que passa sob a via ficou mais intenso e provocou o rompimento de manilhas.
Em nota, o Departamento de Estradas de Rodagem (Der-RJ), concessionária responsável pela rodovia, equipes e maquinários já estão sendo mobilizados para iniciar os trabalhos de reconstrução da pista. A previsão é de que o segmento esteja totalmente liberado em duas ou três semanas.

GUERRA NO RJ DEIXA 2 MORTOS,2 FERIDOS E 9 PRESOS

Ação da polícia deixa um ferido e três presos na Zona Norte do Rio

Operação ocorreu no morro da Serrinha, em Madureira.
Entregador de medicamentos foi atingido por tiro de raspão na cabeça.

A operação realizada na manhã desta sexta-feira (1), no morro da Serrinha, na Zona Norte, policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) terminou com três suspeitos de envolvimento com o trafico na comunidade presos. Em troca de tiros com os agentes, um homem ficou ferido com um tiro de raspão.
Segundo a policia, os suspeitos, entre eles dois menores de idade, chegaram a disparar do alto de uma laje contra o helicóptero da Polícia Civil.
Em duas casas, foram apreendidas drogas, um fuzil AK 47, duas pistolas, material para endolação, duas prensas, uma balança, morteiros e coletes. O material foi levado para a 29ª DP (Madureira) e, depois, será enviado para perícia.
Atingido por um tiro de raspão na cabeça quando entregava medicamentos em uma casa, o entregador José Leandro da Silva, de 22 anos, foi encaminhado para o hospital. Até as 16h30, não havia informações sobre seu estado de saúde.
Pelo menos nove homens foram detidos e dois morreram durante operações de combate ao tráfico de drogas das Polícias Civil e Militar nesta sexta-feira (1º) no Estado do Rio de Janeiro. Até as 16h, cinco fuzis, quatro pistolas, dez motocicletas, uma submetalhadora, drogas e munições também foram apreendidas durante as ações.
Policiais militares do Batalhão de Irajá (41º BPM) realizaram operação no morro do Chapadão, em Costa Barros, zona norte. Na ação, foram apreendidos 144 papelotes de cocaína, duas granadas e duas pistolas.
Ainda nesta sexta, três homens suspeitos de tráfico de drogas foram presos e um menor de idade foi apreendido por policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Especiais) na favela Vila Vintém, em Padre Miguel, zona oeste do Rio de Janeiro. Outro suspeito de envolvimento com o comércio de entorpecentes na comunidade foi baleado e encaminhado para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, mas morreu a caminho do hospital.
Durante as buscas na comunidade, foram apreendidos dois fuzis, uma submetralhadora, dois carregadores de fuzil, quatro máquinas caça-níqueis e um colete a prova de balas. Também foram encontrados um carro e três motos que seriam fruto de roubo. O material foi levado para a Delegacia de Bangu (34ª DP).
Em outra operação, realizada pelo Bpchq (Batalhão de Choque) nas favelas Pedreira, Quitanda e Lagartixa, em Costa Barros, zona norte, dois homens foram presos. Os suspeitos de tráfico de drogas foram levados para a Delegacia da Pavuna (39ª DP) Ao todo, 200 policiais participam da ação.
Pela manhã, também havia operações da Polícia Militar no Complexo do Lins de Vasconcelos; na favela do Urubu, em Pilares, e na Serrinha, em Madureira, todas na zona norte da cidade. Em Madureira, houve intenso confronto e um homem foi baleado de raspão na cabeça. Um helicóptero da Polícia Civil foi usado na operação.
Em São Gonçalo, dois homens foram presos na comunidade do Salgueiro. Também foram apreendidas dez mil cápsulas de cocaína e material para preparar a droga para venda. Houve intenso confronto mas ninguém ficou ferido

Bolívia inaugura estátua da Virgem Maria

Bolívia inaugura estátua da Virgem Maria mais alta que o Cristo Redentor

Monumento de 45 metros de altura e fica na cidade de Oruro.
Obra custou US$ 1,3 milhão e terá capela para 80 pessoas.

A cidade de Oruro, na Bolívia, inaugurou nesta sexta-feira (1º) uma estátua da Virgem Maria com 45 metros de altura, sete a mais que o Cristo Redentor do Rio de Janeiro, segundo a prefeita Rocío Pimentel.
“Conseguimos fazer uma obra que não precisamente uma escultura, mas uma imagem, a imagem da Virgem de Socavón (que representa Maria) a mais e 3,8 mil metros de altura”, afirmou a prefeita ao apresentar o monumento.
Estátua da Virgem de Socavón durante a inauguração nesta sexta-feira (1º) em Oruro (Foto: AFP)Estátua da Virgem de Socavón durante a inauguração nesta sexta-feira (1º) em Oruro, na Bolívia (Foto: AFP)
Estátutua da Virgem Maria em Oruro, na Bolívia, em foto de 18 de janeiro (Foto: Reuters)Estátutua da Virgem Maria em Oruro, na Bolívia, em foto de 18 de janeiro (Foto: Reuters)
A estátua do Cristo Redentor de 38 metros de altura e fica a uma altitude de cerca de 700 metros.
A imagem também supera a altura do Cristo da Concórdia, construído na cidade boliviana de Cochabamba, que tem pouco mais de 40 metros.
A obra de Oruro custou cerca de US$ 1,3 milhão e terá uma capela com capacidade para 80 pessoas.

ALAGAMENTO EM SP

Chuva provoca alagamentos em SP e prejudica circulação de trens e ônibus

Linha 9 da CPTM foi interrompida por causa de descarga elétrica às 16h.
Subprefeitura de Campo Limpo chegou a entrar em estado de alerta.

Nuvens escuras de chuva no centro de Osasco, na Grande São Paulo, no início da tarde desta sexta-feira (1°) (Foto: Renato Silvestre/Folhapress)Nuvens escuras de chuva no Centro de Osasco, na Grande São Paulo (Foto: Renato Silvestre/Folhapress)
A chuva forte que atingiu a capital paulista na tarde desta sexta-feira (1º) provocou pontos de alagamento, causou o transbordamento de um córrego na Zona Sul de São Paulo e prejudicou a circulação na Linha 9 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Além disso, a falta de energia interrompeu a circulação de trólebus no Centro.
Toda a capital paulista entrou em estado de atenção às 15h15, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Por volta das 16h30, permaneciam em atenção as zonas Norte e Oeste, além das marginais Tietê e Pinheiros. A Subprefeitura de Campo Limpo, na Zona Sul, chegou a entrar em estado de alerta por causa do transbordamento do córrego Morro do S, na altura da Rua Joaquim Nunes Teixeira.
Segundo o CGE, por volta das 16h20 ainda chovia forte na região Oeste da Grande São Paulo, nos municípios de Cotia, Itapevi, Jandira, Barueri e Carapicuíba. De acordo com o centro, apesar de a chuva ter melhorado na capital, há probabilidade de chover forte novamente nas próximas horas na Zona Norte da cidade, pois há uma nova área de instabilidade entrando pelos municípios de Mairiporã e Francisco Morato.
Às 16h, o CGE registrava quatro pontos de alagamento na cidade. A Avenida Professor Francisco Morato, no Butantã, estava intransitável no sentido Centro, próximo à Praça Paula Moreira.
As áreas de instabilidade se formaram devido à combinação do calor com grande presença de umidade. De acordo com o CGE, as chuvas persistem pelo menos durante a tarde, com períodos de grande intensidade. Há possibilidade de raios e rajadas de vento.
Transporte e trânsito
Uma descarga elétrica no sistema de alimentação dos trens, entre as estações Santo Amaro e Granja Julieta, provocou a interrupção de trens na Linha 9 - Esmeralda da Companhaia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Segundo a assessoria da CPTM, a equipe técnica estava no local tentando resolver o problema desde as 16h. A Operação Paese foi acionada, com 100 ônibus para servir ao público que utiliza as estações.
Por volta das 16h, havia falta de energia na Avenida Ipiranga, de acordo com a SPTrans. Os trólebus não circulavam.
O Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, operava apenas com auxílio de instrumentos nesta tarde. O Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, tinha as operações visuais e, segundo a Infraero, não chovia na região por volta das 16h15.
Chuva causou alagamentos em Carapicuíba, na Grande São Paulo (Foto: Reprodução/TV Globo)Chuva causou alagamentos em Carapicuíba, na
Grande São Paulo (Foto: Reprodução/TV Globo)
A chuva causava lentidão em São Paulo. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), às 16h30 havia 104 km de filas em toda a cidade, índice considerado acima da média para o horário. O pior ponto estava na Marginal Pinheiros, sentido Rodovia Castello Branco. De acordo com a CET, havia no horário 10,2 km de filas nas pistas local e expressa, entre as pontes do Morumbi e do Jaguaré.
Outro ponto de lentidão concentrava-se na Marginal Tietê, sentido Rodovia Ayrton Senna, na pista expressa. Quem passava por lá encontrava 9,3 km de filas, entre a Ponte do Piqueri e a Rua Azurita. Os motoristas que trafegavam pelo corredor norte-sul, formado pelas avenidas 23 de Maio, Rubem Berta e Moreira Guimarães, encontravam filas em 4,2 km na pista sentido Santana.

CHUVA FORTE ALAGA A CIDADE DE CAMPOS NO RJ

Chuva forte provoca pontos de alagamento em Campos, RJ

Três piscinões, que ajudariam a vazão da água, não funcionaram.
Na Estância da Penha, uma bomba foi instalada para agilizar escoamento.

A chuva forte que caiu sobre a cidade de Campos dos Goytacazes na madrugada desta sexta (1) provocou inúmeros pontos de alagamento. De acordo com a Defesa Civil, três piscinões, que teoricamente atrasariam o escoamento da água para o esgoto pluvial, não funcionaram. Foram dois reservatórios no distrito de Guarus e um no Parque Leopoldina que não funcionaram.
Moradores do bairro Imbé acionaram a Defesas Civil alegando que o caminho para a localidade do Mocotó estava bloqueado em função do alagamento. Na Estância da Penha, uma bomba foi instalada para auxiliar na vazão da água. A comunidade do Parque Nova Campos também registrou pontos de alagamento. A Defesa Civil informou, ainda, que verificaria a situação do restante do município.

De acordo com a Secretaria de Obras, equipes já foram dirigidas aos piscinões para corrigir o problema.
A chuva forte também causou transtorno para os moradores de Iguaba Grande, na Região dos lagos do Rio de Janeiro. O Rio Iguabaça transbordou e atingiu 40 casas no bairro Parque Tamariz. De acordo com os moradores do local, o problema ocorre há cerca de 15 anos e a situação ficou pior ano passado depois que manilhas foram trocadas por outras menores.
O secretário de obras afirmou que um projeto de melhora da drenagem está em processo de elaboração. Entre as novidades estão a ampliação de manilhas e abertura de canais com ligação direta do Rio Iguaçaba com a Lagoa de Iguaba Grande.

Número de mortos em explosão em prédio da Pemex sobe a 32 no México

Número de mortos em explosão em prédio da Pemex sobe a 32 no México
Mais de 100 pessoas ficaram feridas na Cidade do México. Equipes de resgate continuam buscando vítimas sob os escombros.

EXPLOSÃO DE SHOPPING DE SP COMPLETA 17 ANOS

Explosão em shopping em Osasco completa 17 anos



Como ocorreu, as providências, indenizações, processos e outros sobre a trágica Explosão em shopping em Osasco-SP




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Às 12h 10min, 11 de Junho de 1996, acontece a explosão. Forte estampido é ouvido em toda a região. No interior do shopping Osasco Plaza, o piso se levanta atingindo em um ponto 3m de altura. O teto da praça de alimentação desaba. O local mais atingido foi a praça de alimentação. Com o impacto da explosão é rompida a laje do piso do shopping. A área atingida chega a 2.000 metros quadrados. formando um "L" no corredor de passeio na frente das lojas, praça de alimentação e cinemas.
No momento da explosão estima-se que pelo menos 2 mil pessoas estavam circulando no shopping.

CAUSA:
A hipótese mais provável é de que um vazamento de gás acumulou sob o piso do shopping. A faísca para detonar a explosão teria surgido do motor do fosso do elevador.
A tubulação do gás é subterrânea a partir do depósito de botijões que fica do lado de fora e lado oposto da explosão. A tubulação segue por um corredor de serviços sob o piso do shopping (o prédio possui um caixão perdido, variando a altura de 30 cm a 1m). A função do caixão perdido é nivelar a laje do piso.

DANOS MATERIAIS:
■ destruição parcial do sistema elétrico e de ar condicionado do shopping, de lojas.
■ 21 lojas foram atingidas no acidente.
■ 1.600 pessoas trabalhavam no local antes da explosão.
■ 500 toneladas de entulho foram retirados do local dois dias depois do acidente.

SEGURO:
O shopping possui apólices contra incêndio e explosão, lucros cessantes (para lojistas) e de responsabilidade civil geral.

VÍTIMAS:
42 mortes, 160 pessoas feridas, sendo 57 graves, 18 com média gravidade e 85 leves. Parte dos feridos recebeu tratamentos e cirurgias.

SOCORRO:
Entre bombeiros, Polícia Militar, soldados do Exército e a população, mais de 1.000 pessoas ajudaram a socorrer as pessoas atingidas pela explosão.

INDÍCIOS DO INCIDENTE
Devido ao vazamento o consumo de gás do shopping aumentou consideravelmente, mas nada foi feito para verificar o problema. A segurança do shopping notificou a gerencia sobre o forte cheiro de gás no shopping pelo menos 15 dias antes da explosão.

INQUÉRITO: LAUDO PERICIAL
O laudo do Instituto de Criminalística de Osasco (IC) concluiu:
■ A explosão ocorreu devido ao vazamento em uma tubulação de gás desativada, que no projeto original deveria estar sob a loja 174, onde seria a lanchonete Jig’s.
■ A lanchonete mudou para um local onde haveria maior movimentação de clientes e houve necessidade de alterar o projeto original. A tubulação foi vedada, colocada no vão livre e sem ventilação. Como o material de vedação era inadequada, houve vazamento, que resultou na explosão.
■ A tubulação também estava instalada sob o contrapiso, quando o correto seria estar dentro do contrapiso.
Segundo os peritos do IC, o vazamento ocorreu na área próxima aos elevadores do prédio. A explosão foi causada por apenas 7 quilos de GLP, um pouco mais da metade de um botijão de 13 quilos. Obs: 01 kg de gás (GLP) equivale a 13 kg de dinamite

REFORMA DO SHOPPING:
121 dias foi tempo que durou a reforma

ESTIMATIVA DOS PREJUÍZOS
Danos materiais - R$ 3.000.000,00 (3,1 milhões de dólares)
Custo da reforma - R$ 4.000.000,00 pago pela Itaú Seguros (4,1 milhões de dólares)

DADOS DA ATIVIDADE DO SHOPPING EM 1996
Lojas-193
Cinemas-02
Área bruta locável -11.861 m2
Área total do terreno - 27.254 m2
Área total construída - 23.014 m2
Vagas para automóveis - 594 (fixas)
Funcionários - 1.300
Inauguração - abril/95
Operações com fast food - 25
Consumidores - cerca de 1,5 milhão /mês
Investimento na construção - R$ 20 milhões a R$ 25 milhões (23 a 28 milhões de dólares)
Faturamento mensal - R$ 5.000.000,00 (5,2 milhões de dólares)

INQUÉRITO POLICIAL
400 famílias podem ser indenizadas por perdas e danos, segundo o Ministério Público.
12 volumes é o tamanho do inquérito policial aberto pela Delegacia Seccional de Osasco.
07 pessoas de 3 empresas foram indiciadas no inquérito.

DADOS CRONOLÓGICOS DO PROCESSO JUDICIAL

10.06.98 - Explosão completa 2 anos sem punições em Osasco.
Dois anos após a explosão do Osasco Plaza Shopping, não há nenhuma decisão definitiva da Justiça a respeito de indenização das vitimas ou punição dos culpados. No momento, há 82 processos contra o shopping e as construtoras na Justiça. Em um deles, penal, o Ministério Público (MP) apresentou denúncia contra sete acusados de serem os responsáveis pela explosão.

10.03.1999- Empresa terá de indenizar vítima do Osasco Plaza
Os pais da adolescente Ana Paula de Oliveira, de 17 anos, que sofreu fratura exposta do fêmur direito na explosão do Osasco Plaza Shopping vão receber indenização por danos morais e materiais. A decisão do Tribunal de Justiça é a primeira proferida sobre a tragédia de 11 de junho de 1996.
A 2ª Câmara de Direito privado, por 3 a 0, condenou a B-7 Participações S.A., dona do shopping, a pagar aos funcionários públicos Alcindo de Oliveira, e sua mulher, Ana Maria Valentim de Oliveira, R$ 22,5 mil, com juros e correção monetária, por danos morais.
Por danos materiais, o casal deve ser reembolsado imediatamente em R$ 72,5 mil, correspondentes às despesas com remédios e tratamento médico. A B-7 deverá ainda pagar os gastos futuros com o tratamento de Ana Paula.

18.06.1999 - Justiça manda Osasco Plaza indenizar vítimas - Shopping perde recurso e deve desembolsar US$ 20 milhões, segundo cálculos do MP
A 4.ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça confirmou por maioria de votos sentença de primeira instância que manda indenizar todas as vítimas da explosão no Osasco Plaza Shopping, em 11 de junho de 1996.
A decisão tem efeito coletivo, pois é proferida em ação civil pública proposta pelo Ministério Público. Abrange todas as vítimas, bem como parentes. Eles deverão ser ressarcidos dos prejuízos morais e materiais. Só não serão beneficiados aqueles que já fizeram acordos com o shopping, ou estão movendo na Justiça ações individuais.
O Ministério Público calculou em mais de US$ 20 milhões os prejuízos a serem ressarcidos. O cálculo será feito caso a caso, na execução da sentença, por meio de perícia, levando em conta os prejuízos individuais por danos morais e materiais.

Acordos
A Assessoria de Imprensa do shopping disse que a B7 Participações iniciou voluntariamente há oito meses o processo de negociação e indenização às vítimas. Isso só foi possível após negociação com a seguradora, que liberou a verba relativa à apólice de responsabilidade civil do acidente, antes das decisões judiciais. Até o dia 31 de maio, foram efetuados 77 acordos indenizatórios, o que representa R$ 3,674 milhões.
Os acordos obedeceram a “uma postura social, sem que isso represente, de forma alguma, uma admissão de culpa pelas causas do acidente”, segundo a assessoria. Também foi montada uma central de atendimento às vítimas. Até 31 de maio foram atendidas 113 vítimas, com gasto de quase R$ 3 milhões.

26.09.1999 - Donos do Osasco Plaza tiveram recurso negado e terão de indenizar
vítimas de explosão que matou 42 em 96 .Tribunal mantém condenação de shopping
O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo confirmou, por unanimidade, a decisão de primeira instância que manda os donos e administradores do Osasco Plaza Shopping indenizar familiares e vítimas da explosão que matou 42 pessoas e feriu 472 em junho de 96. As indenizações, que ainda não foram calculadas, podem ultrapassar os US$ 20 milhões, segundo estimativa do Ministério Público.
No recurso, a defesa alegou que não podia ser aplicado ao caso o Código de Defesa do Consumidor, no qual foi baseada a ação, por não haver remuneração direta ao shopping por parte dos clientes.
A decisão tem efeito coletivo, pois foi proferida em ação civil pública proposta pelo Ministério Público. Ela se estende a todos os parentes e vítimas da explosão.
Só não serão beneficiados aqueles que já fizeram acordos com o shopping ou aqueles que estão movendo ações individuais.

Shopping – Inocente das acusações
O shopping alega nos diversos processos que é inocente das acusações. Segundo seus advogados, o shopping também seria vítima dos problemas de construção do prédio e da falta de fiscalização da companhia de gás, que seriam responsáveis pelo vazamento que causou a explosão.
O advogado do shopping, Arnaldo José Pacífico, afirmou que, por meio da seguradora Itaú, cerca de 70 vítimas já foram indenizadas, totalizando R$ 3,5 milhões.

24.08.1999- Juiz condena 5 por explosão em shopping -Dono e administrador do Osasco Plaza receberam as penas mais altas, de 8 anos de prisão
O juiz Cláudio Antônio da Silva Marques, da 2.ª Vara Criminal de Osasco, condenou cinco acusados pela explosão que destruiu parcialmente o Osasco Plaza Shopping, em 11 de junho de 1996, matando 42 pessoas e ferindo 352. O dono do shopping, Marcelo Marinho Zanoto, e o administrador do empreendimento, Antônio das Graças Fernandes, receberam as penas mais altas, de 8 anos de reclusão, em regime fechado.
Os demais condenados eram funcionários, na época do acidente, da construtora Wysling Gomes, responsável pela obra do Plaza. O engenheiro Rubens Molinari, o engenheiro-residente Edson Poppe e o gerente de projetos Flávio de Camargo receberam penas de 2 anos, em regime aberto.
Os cinco indiciados julgados poderão recorrer da sentença, em liberdade, ao Tribunal de Justiça (TJ) do Estado. Como não há questões constitucionais envolvidas, caberá ao TJ a palavra final sobre o caso. “Se houver recurso, o TJ deve pronunciar-se em, no máximo, um ano e meio”, acredita Silva Marques.

25.08.1999- Vítimas de explosão não foram indenizadas - Pagamento foi ordenado pela Justiça em junho; houve 91 acordos, segundo o Osasco Plaza
Ainda não foram pagas as indenizações determinadas pela Justiça às vítimas e parentes de pessoas mortas na explosão do Osasco Plaza Shopping, em 11 de junho de 1996, que deixou 42 mortos e mais de 300 feridos. A condenação do shopping e da empresa B-7 Participações, em primeira instância, confirmada pela Justiça em 24 de junho, ordena a indenização de todos. Quem já tem ação individual não pode usar essa sentença.
As empresas recorreram da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STF). E é preciso que cada vítima abra um processo para que um perito calcule o valor a ser pago. Não há prazo legal para isso.
“A indenização terá como base o cálculo do perito e o que é pleiteado pelas partes”, disse o promotor Fábio Luís Machado Garcez, da Justiça do Consumidor de Osasco. Segundo o MP, as indenizações de todas as vítimas somariam cerca de US$ 20 milhões.
De acordo com a Assessoria de Imprensa do Osasco Plaza, até 31 de julho a B-7 Participações fechou, por conta própria, 91 acordos com vítimas, no total de R$ 4.534.766,83.

11.06.2000 - Dor ainda tortura Osasco, quatro anos depois - Vítimas de explosão em shopping enfrentam seqüelas e abandono
A estudante Taluana Guazelli entrou no Osasco Plaza Shopping, há quatro anos, para tomar um lanche, pouco depois do meio-dia. Faltavam apenas 20 dias para que completasse 14 anos. Mas uma explosão provocada por vazamento de gás acabou com seus sonhos de se formar em antropologia ou astronomia. Com sua morte, começava um drama familiar, que continua até hoje. Morreram 42 pessoas no local.
A mãe de Taluana, a professora Jussara Aparecida Guazelli de Andrade, de 37 anos, sobrevive tomando um coquetel de tranqüilizantes e antidepressivos.
"Minha vida acabou com a morte de minha única filha", diz. "Não vou a festas nem à praia, como fazia antes." Jussara está de licença, em tratamento psiquiátrico.

Vizinha
Vizinha da família de Taluana, Maria José Pedro, de 44 anos, chora e tem dificuldades para dormir. Ela não se conforma com a morte da filha Adriana dos Santos Pedro, de 16. "Ela era tudo para mim". Adriana era balconista e ajudava a manter a casa e a cuidar dos dois irmãos.

Elienai Paulina Flores Ferreira, de 23 anos, há quatro anos entrou no shopping para comprar um livro para fazer um trabalho escolar. Hoje, depois de amputar a perna direita e ser submetida a oito cirurgias, só se locomove numa cadeira de rodas, tem crises nervosas e é obrigada a tomar comprimidos para dormir, enfrentar dores e a depressão.
Em setembro, deve colocar uma prótese e, em breve, fará um implante dentário, pois os remédios danificaram as raízes de seus dentes. "Com anos de terapia, estou melhorando e espero superar meu drama".
Abandono
Os traumas repetem-se na maioria das famílias das 42 pessoas que morreram no acidente e das 160 que se feriram, 57 delas gravemente. Algumas sofreram amputação de membros ou ficaram paralíticas.
Mas não é só a dor pela perda de um parente ou por causa dos ferimentos.
Várias mulheres mutiladas foram abandonadas pelos maridos ou namorados. Pais deixaram filhos. Outras vítimas se queixam de terem sido enganadas pelos advogados nos acordos firmados com a direção do shopping. Maridos ficaram sozinhos para cuidar dos filhos. Poucos concordam em falar de seus dramas e dos acordos financeiros que fizeram com o Osasco Plaza.

Processos
Em conseqüência do acidente, foram abertos dois processos: um criminal e outro civil, movidos pelo Ministério Público.
No primeiro, o diretor-comercial e sócio do shopping, Marcelo Zanotto, e o administrador, Antônio das Graças Fernandes, foram condenados a 8 anos de reclusão e recorreram. Dois engenheiros e um funcionário da Construtora Wysling Gomes foram condenados e também recorreram. Na ação civil, o shopping foi condenado a pagar indenizações em 1ª e 2ª instâncias e recorreu.

11.06.2000 - Shopping informa que gastou R$ 11 milhões com vítimas - Valor inclui indenizações, contas, transporte e doações a parentes
O Osasco Plaza Shopping gastou, em quatro anos, quase R$ 11 milhões com o pagamento de indenizações, contas de água, luz e prestações atrasadas, além de transporte para as vítimas e suas famílias e doações de cestas básicas, conforme boletim divulgado à imprensa pelo shopping. Após o acidente, o Plaza criou a Central de Assistência às Vítimas, com a finalidade de atender, de "maneira voluntária e humanitária", as famílias que desejassem ser assistidas.

"Há um ano e meio, o shopping iniciou, de maneira espontânea, o pagamento das indenizações, fato inédito em acidentes desta natureza", diz Guilherme Meirelles, assessor de Imprensa da administradora do Plaza. "Isso foi possível após a liberação da parcela de R$ 3 milhões da Itaú Seguro, antes mesmo de a Justiça ter dado a sentença definitiva".
Até o dia 31 de maio foram fechados 143 acordos com 110 famílias, dos quais 39 relativos às 42 mortes e cerca de 85% dos casos graves, o que resultou no valor total de R$ 7.352.118,83. "Somados ao auxílio humanitário, em quatro anos foram gastos R$ 10.727.365,66".

Pressões
Algumas vítimas garantem que, embora não desejassem, assinaram os acordos por não suportarem as pressões. "Foi um tortura psicológica", desabafa Elienai Paulina Flores Ferreira, que aceitou um acordo no valor de R$ 214 mil. "Eram reuniões e mais reuniões, discussões que fizeram com que eu chegasse ao meu limite; foi um inferno".
"Outros aceitaram os acordos por causa da precariedade financeira", afirma Sandra Nogueira, do Movimento de Apoio às Vítimas. Segundo ela, mães com filhas incapacitadas na cama, sem marido ou apoio de ninguém, aceitaram receber uma "miséria". Sandra não é parente de nenhuma das vítimas.

Negativa
Marcelo Zanotto, diretor-comercial e sócio do Osasco Plaza, nega que o shopping tenha exercido qualquer pressão para que as pessoas assinassem os acordos. "Não obrigamos ninguém". De acordo com Zanotto, muitos dizem que sofreram pressões "para se justificarem perante amigos e parentes que são contrários a qualquer tipo de acordo".
Ele diz que os valores acordados "foram condizentes com os que seriam determinados pela Justiça ao cabo de um processo demorado".

30.06.2001 - Vítimas de explosão em shopping acionam Ultragaz
Cinco anos depois da explosão do Osasco Plaza Shopping, em Osasco (SP), a Companhia Ultragaz é alvo de várias ações de familiares e vítimas do acidente, muitos deles, inclusive, com acordos de indenização já fechados com a administradora do empreendimento, a B. Sete Participações. Um total de 24 ações foram apresentadas na capital paulista contra a empresa, fornecedora do gás causador da explosão, que matou 42 pessoas e feriu 352.
Pelo laudo elaborado pelo Instituto de Criminalística da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo, a explosão ocorreu em virtude de vazamento na rede interna, por acúmulo de gás no vão livre existente entre o piso e o solo.

Nas ações já julgadas improcedentes em primeira instância, entretanto, os juízes entendem que a rede interna não era de responsabilidade da Ultragaz. A juíza da 3ª Vara Cível de São Paulo, Lília Lúcia Pellegrini Venosa, argumenta, no processo ajuizado por Juliana Guimarães Toledo, que o artigo 4º da Portaria nº 16/91 deixa claro que a companhia é responsável pela central de gás, 'que não se confunde com a instalação de distribuição'. 'Foi o shopping quem contratou a empresa responsável pela construção e instalação da rede interna de gás, sem que tenha a requerida (Ultragaz) participado ou se obrigado a participar de tal construção', diz a juíza em sua decisão. E vai mais além: 'Entendendo-se, diversamente, a Sabesp, a Eletropaulo e a requerida seriam responsabilizadas por serviços imprestáveis em quaisquer obras.'

'A central de gás, que era a responsabilidade da Ultragaz, mesmo depois da explosão, continuava lá intacta', diz o advogado Rodrigo Barcellos, do escritório Barcellos, Tucunduva, Cesar de Moraes, Flaibam, Figueiredo e Heemstede Advogados Associados, que defende a companhia de gás. Os advogados do escritório responsável por 21 das 24 ações ajuizadas, agora, não quiseram comentar o assunto.
A seu favor ainda, a Ultragaz alega que não figura como ré na ação civil pública movida pelo Ministério Público de São Paulo contra a proprietária do shopping, a administradora B7 Participações e os sócios desta empresa, tramitando hoje no Superior Tribunal de Justiça. 'O que comprova que a Ultragaz não é culpada da explosão', diz o advogado.
Além disso, para combater a avalanche de ações, argumenta que muitos dos autores das 24 ações já receberam indenizações da administradora do shopping. 'Os autores querem receber duas indenizações pelo mesmo fato, o que é impossível', diz Barcellos, alegando que os autores de pelo menos 20 processos estão nesta situação.
'A boa-fé processual exigia que os autores revelassem a existência do acordo', diz o advogado que defende a Ultragaz. 'Eles não poderiam pleitear nova indenização, independente da companhia de gás ter culpa ou não pela explosão', afirma o advogado Ricardo Leitão.

Até 30 de junho, a administradora do shopping, segundo o seu advogado, Arnaldo José Pacífico, fechou 175 acordos de indenização, pagando R$ 8,5 milhões, que se somado ao que foi gasto com assistência social (saúde, auxílio e transporte) após o acidente, eleva o montante a R$ 12 milhões.
Osasco Plaza
Ações contra o shopping – 220
Número de acordos – 175
Total de indenizações – R$ 8,5 milhões
Fonte: Osasco Plaza Shopping – até 30 de junho 2001

14.06.2010- Explosão em shopping de Osasco completa 14 anos; relembre
Era véspera do Dia dos Namorados e o Osasco Plaza Shopping estava lotado. Há exatos 14 anos, uma violenta explosão em um espaço vazio, uma espécie de falso porão, que ficava abaixo do térreo do shopping, fez o piso levantar e o concreto cair sobre as pessoas.
Os primeiros feridos foram retirados por pessoas que ouviram o estrondo. Bombeiros e ambulâncias chegaram logo depois. Mais de 200 feridos lotaram rapidamente os cinco hospitais da região. Centenas de pessoas acompanharam o trabalho dos bombeiros, policiais e funcionários da Prefeitura de Osasco. Mais de mil homens do Exército também se juntaram à equipe de resgate.
A perícia depois comprovou que o vão entre o solo e o piso não tinha ventilação. O acidente causou uma briga entre a construtora e a administração do shopping. O advogado da construtora chegou a afirmar que havia ligações clandestinas de gás dentro do estabelecimento, apontando como causa para a explosão. O advogado do shopping rebateu as críticas. O laudo apontou uma série de falhas, inclusive roscas e vedações inadequadas nas tubulações. O documento mostrava ainda que o erro fundamental foi a localização das tubulações de gás, debaixo do piso, o que não estava previsto no projeto.
Meses depois, o seguro do shopping pagou pela reforma, que custou R$ 4 milhões. Além de cinco meses com as lojas fechadas, os comerciantes tiveram que arcar com as despesas dos funcionários. Muitos perderam tudo na explosão. No final de novembro de 1996, o shopping reabriu e muita gente foi conferir a inauguração.

Três anos depois do acidente, a Justiça de São Paulo condenou cinco pessoas pela explosão: o diretor comercial do shopping Marcelo Marinho Zanotto, o engenheiro de segurança Antônio das Graças Fernandes e os engenheiros da construtora Rubens Molinari, Edson Pope e Flávio Camargo. Em 2005, quase dez anos depois da explosão, o Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu os quatro engenheiros e o administrador que eram acusados de negligência.

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