quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Número de mortos e feridos em Santa Maria supera capacidade da boate

Número de mortos e feridos em Santa Maria supera capacidade da boate
O número de mortos e de pessoas atendidas em hospitais em função do incêndio na boate Kiss supera a capacidade de público do local, anunciou nesta quarta-feira o delegado Marcelo Arigony, que comanda as investigações sobre o caso.
A tragédia em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, deixou 235 mortos e 143 pessoas ainda estão hospitalizadas. 'É só fazer uma conta rápida: foram 500 atendimentos, mais 235 mortos para uma capacidade de 691 pessoas, então já extrapolou', disse Arigony.
Três dias depois do incêndio mais trágico no Brasil nos últimos cinquenta anos o número de vítimas segue aumentando, pois muitas pessoas que inicialmente não necessitaram de ajuda médica começaram a sofrer sintomas de intoxicação respiratória e de pneumonia química pelo fumaça tóxica inalada.
A morte de um destes pacientes na noite de ontem elevou para 235 o número de vítimas fatais, a maior parte deles estudantes. O caso foi a primeira morte entre os 75 pacientes considerados em estado grave. Outras 68 pessoas seguem hospitalizadas e segundo os números divulgados por Arigony um número aproximado de 357 pessoas receberam cuidados médicos mas precisaram ser internadas.
O delegado afirmou que até o momento já foram ouvidas na investigação cerca de 60 pessoas, que apresentaram suas versões e permitiram a reconstituição preliminar dos fatos.
'Já sabemos onde começou o incêndio, foi no palco. Uma funcionária declarou que separou mil comandas para a noite, mas não sabe se entraram todos', afirmou Arigony.
Segundo as primeiras investigações, o incêndio começou quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentava na boate, acendeu um sinalizador cujas faíscas atingiram a espuma utilizada como isolante acústico no teto do estabelecimento.
A polícia prendeu na segunda-feira quatro pessoas por sua responsabilidade na tragédia, os dois donos da boate e dois músicos do grupo.

Peru é o mais preparado da América Latina para enfrentar uma crise

Peru é o mais preparado da América Latina para enfrentar uma crise

O Peru é o país da América Latina melhor preparado para suportar uma grande crise econômica, enquanto a Venezuela e a Argentina têm as defesas mais fracas, de acordo com a análise de economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Brasil e México, as duas maiores economias da região, têm as finanças públicas sólidas o suficiente para suportar choques mais moderados, mas poderiam se beneficiar de mecanismos de proteção mais resistentes, mostrou o trabalho divulgado nesta quarta-feira.

Testes de estresse com cenários que variam entre um choque financeiro sem impacto econômico até a reprise da crise que sucedeu o colapso do banco de investimento Lehman Brothers em 2008 mostraram que, apesar de a região como um todo estar mais resistente do que no passado, alguns países teriam mais dificuldade de encarar uma crise.

O Peru, que tem altas taxas de crescimento, surgiu como a economia mais resistente a choques na região, com um superávit orçamentário e dívida equivalente a cerca de 20 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Bolívia, Chile e Paraguai também chegaram perto do topo, seguidos pela Colômbia, onde o governo pretende chegar a um equilíbrio orçamentário até 2014.

Brasil, México, Uruguai e Equador poderiam lidar com uma desaceleração global prolongada, mas suas dívidas poderiam alcançar 65 por cento do PIB, nível alto para o padrão dos mercados emergentes, caso os governos decidissem contra-atacar os efeitos de uma crise com estímulos fiscais.

Uma crise mais severa deixaria pouco espaço para medidas de estímulo fiscal, já que a dívida subiria muito, mostrou o modelo.

Apesar de o México estar buscando um equilíbrio orçamentário neste ano, as agências de avaliação de risco têm criticado sua dependência das receitas com o petróleo.

Já o Brasil, que tem uma dívida equivalente a 35 por cento do PIB, não conseguiu cumprir a meta de superávit primário no ano passado, levantando questionamentos sobre o seu comprometimento com a disciplina fiscal.

O estudo do FMI mostrou que a Venezuela e a Argentina sofreriam um aperto orçamentário mesmo frente a choques moderados. A dívida pública da Venezuela subiria para 145 por cento do PIB no evento de uma crise severa - cerca do mesmo nível que a dívida da Grécia atingiu em 2010, quando o país necessitou do primeiro resgate.

"Esses resultados sugerem que a região se beneficiaria com o fortalecimento dos mecanismos de proteção, enquanto as condições são favoráveis, para poder usar ativamente a política fiscal caso o ambiente externo se deteriore sensivelmente", disse o estudo.

Lula homenageia Chávez em Cuba


Lula homenageia Chávez em Cuba
'Que a energia positiva deste encontro possa ajudar', disse Lula. Ex-presidente disse que se reuniu com o líder cubano Fidel Castro

Morre o fundador do Colégio São José em Petrópolis, RJ

Morre o fundador do Colégio São José em Petrópolis, RJ

Mário Mesquita faleceu aos 84 anos por falência multipla dos órgãos.
Colégio São José é um dos mais tradicionais da cidade.

Professor Mário Mesquita de Almeida (Foto: Divulgação)Professor Mário Mesquita de Almeida (Foto: Divulgação)
Morreu no final da tarde desta quarta-feira (30), o diretor geral do Colégio São José, de Petrópolis, Região Serrana do Rio. O professor Mário Mesquita de Almeida, 84 anos. Mário encontrava-se internado há cerca de 30 dias com quadro de insuficiência renal, e teve falência múltipla de órgãos.
O Colégio São José é uma das mais tradicionais instituições de ensino da cidade serrana e por ele já passaram nomes de artistas e políticos famosos, como o ator, comediante, escritor e roteirista, Jô Soares. O colégio também é conhecido pelo trabalho musical do Coral das Princesas Cantoras de Petrópolis, que já fizeram apresentações em várias cidades do país e gravaram músicas com dezenas de artistas brasileiros.
Nascido em 13 de março de 1928, em Portugal, e naturalizado brasileiro em 1959, Mesquita deixa quatro filhos - João, Mário Alexandre, Fernando e Nina – e netos, todos envolvidos na administração da instituição de ensino.
O professor era formado em Letras e Filologia Clássica , tendo cursado, ainda, Psicologia e Orientação Escolar, o que o levou a se tornar pioneiro da educação em Petrópolis. Devido a sua vasta formação acadêmica, ele atuou em inúmeras instituições de ensino como o Instituto River e o Colégio Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, além do Instituto Carlos Alberto Werneck e Colégio Santa Isabel, em Petrópolis. Mário também era professor aposentado do Colégio Estadual D. Pedro II, no qual compôs o corpo docente por 34 anos ministrando aulas de Português, Latim, Literaturas Portuguesa e Brasileira e Filologia Clássica.
Sete anos após sua chegada ao Brasil, Mário Mesquita fundou, em Petrópolis, os cursinhos pré-vestibulares para Direito, Filosofia e Letras. Com vários feitos pela educação do Brasil e da cidade, o professor Mário Mesquita orgulhava-se de também participar da Baneficência Portuguesa, Elos Clube e Casa de Portugal, como membro do conselho, por cerca de duas décadas, além de participar de clubes de serviços, da Academia Petropolitana de Educação e de ser um dos fundadores do Sindicato dos Professores no país.
O Colégio São José
Em 1961, o professor comprou o Colégio São José, que, na época, tinha sede na Avenida Koeler, no atual prédio da Prefeitura. A partir de sua gestão, o colégio passou a ter uma nova dinâmica e se tornou uma das instituições de ensino mais conceituadas e tradicionais do Município até os dias de hoje.
No final da década de 60, o prédio não tinha capacidade para abrigar mais de oitocentos alunos. Foi quando o professor Mário Mesquita comprou o casarão da Rua Montecaseros nº 240, pertencente aos herdeiros de Oswaldo Cruz, o grande médico sanitarista brasileiro e também o primeiro Prefeito de Petrópolis. E em três de agosto de 1961, as novas instalações foram inauguradas.
Último homenagens
O corpo do educador será velado no Salão Nobre da Câmara Municipal de Petrópolis, a partir das 6 horas da manhã desta quinta-feira (31), e o sepultamento será às 11 horas, no Cemitério Municipal

Barcos naufragados são perigo para banhistas em Búzios, RJ

Barcos naufragados são perigo para banhistas em Búzios, RJ
Embarcações estão naufragadas há cerca de um mês. Os barcos estão nas Praias dos Ossos e Armação

Barcos naufragados são perigo para banhistas em Búzios, RJ

Barcos naufragados são perigo para banhistas em Búzios, RJ
Embarcações estão naufragadas há cerca de um mês. Os barcos estão nas Praias dos Ossos e Armação

Homem é baleado com 4 tiros dentro de apartamento no Flamengo, no Rio

Homem é baleado com 4 tiros dentro de apartamento no Flamengo, no Rio
Polícia acredita que tenha sido um acerto de contas entre traficantes. Drogas, munição e balança de precição foram apreendidas.

Traficantes colocam barricadas em comunidades de Campos, RJ

Traficantes colocam barricadas em comunidades de Campos, RJ
Polícia Militar fez retirada de barricadas nas comunidades da cidade. Esta é a segunda operação da PM.

Rio Grande do Sul recebe doação de pele do governo do Chile

Rio Grande do Sul recebe doação de pele do governo do Chile
Tecidos foram encaminhados para o Banco de Pele do estado. Estoque está sendo reforçado para garantir tratamento de feridos

PATRÍCIA ACIOLI: 3 PMS SÃO CONDENADOS PELA MORTE DA JUIZA

Mais três PMs são condenados por participar de morte de juíza no RJ

Magistrada Patrícia Acioli foi morta com mais de 20 tiros ao chegar em casa.
Ao todo, 11 PMs, incluindo um coronel, são acusados pelo crime.

TOTAL DE TODOS DEU 95 ANOS E 2 MESES
A Justiça do Rio condenou, nesta quarta-feira (30), três policiais militares acusados de participar da morte da juíza Patricia Acioli, em agosto de 2011. Os condenados foram os cabos Jovanis Falcão e Jefferson de Araújo Miranda, e o soldado Júnior Cezar de Medeiros. Eles vão cumprir pena pelos crimes de homicídio e formação de quadrilha.
No caso do policial Jefferson Miranda, a condenação foi de 26 anos pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha. Já Jovanis Falcão, teve uma pena de 25 anos e seis meses pelos mesmos crimes. O soldado Junior Cezar de Medeiros foi condenado a 22 anos e seis meses de prisão por homicídio duplamente qualificado.

Em dezembro de 2012, o cabo Sérgio da Costa Júnior também já havia sido condenado a 21 anos de prisão. Na ocasião, o assassino confesso da juíza foi beneficiado pela delação premiada e teve a pena reduzida em um terço.
Outros sete policiais militares, incluindo o então comandante do 7º BPM (São Gonçalo), tenente-coronel Cláudio Oliveira, apontado pelo MP-RJ como o mandante do crime, ainda serão julgados.

O interrogatório dos PMs durou dois dias. Eles negaram envolvimento na morte da magistrada. A defesa dos réus recorreu da sentença.
De acordo com o promotor Leandro Navega, dificilmente os outros sete réus serão julgados ainda este ano. Os PMs recorreram da sentença de pronúncia e o recurso ainda será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). "O recurso é protelatório. O que eles querem é ganhar tempo na tentativa de serem absolvidos", disse o promotor.
Família da juíza
Na sentença, o juiz Peterson Simão lembrou a dor da família da juíza. "Uma mãe que sepulta a filha, sepulta também parte de si mesma e os filhos que sepultam uma mãe carregam consigo uma profunda tristeza", disse o magistrado.
Ao final do anuncio da sentença, a mãe da magistrada, Marly, se emocionou. " O que eu posso falar? Fizeram justiça para a minha filha. Isso nao é maravilhoso?", indagou a mãe.
A irmã da juíza, Simoni Acioli, disse ter ficado feliz com o resultado, mas frisou que a família ainda espera pela condenação dos demais réus. "Ficamos satisfeitos, mas a Justiça e a sociedade não podem esquecer que ainda faltam outros sete réus. Nós esperamos que todos sejam condenados, inclusive o tenente-coronel Cláudio Oliveira", frisou a irmã.
Histórico
A magistrada foi morta com 21 tiros na porta de casa em Piratininga, Niterói, na Região Metropolitana do Rio, em agosto de 2011. Na época, Patrícia Lourival Acioli, de 47 anos, era titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, também na Região Metropolitana. A magistrada atuou em diversos processos em que os réus eram policiais militares envolvidos em autos de resistência forjados.

No dia de sua morte, a juíza havia decretado a prisão de oito PMs do 7º BPM (São Gonçalo) pela morte de Diego Beliene. O jovem foi executado no dia 3 de junho do mesmo ano, na comunidade do Salgueiro, em São Gonçalo.
O tenente-coronel Cláudio Oliveira e o tenente Daniel Benitez, outro acusado pelo crime, estão no presídio federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Os demais estão presos na cadeia pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.